quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

O PROCESSO CONTRA OS IDOLOS




ISAIAS 40-55 (4)

Paolo Cugini

4. O PROCESSO CONTRA OS IDOLOS

Outro elemento de continuidade entre o primeiro e o segundo Isaias é que a um certo ponto o tom esquenta e assume o nível de um debate. JHWH aparece como um rei que julga a terra toda. A diferença e que no primeiro Isaias o processo era contra Israel, enquanto no segundo é contra as Nações pagãs. Nessa altura é importante lembrar a antiga concepção teológica de Israel, que acreditava num único Deus, mas não excluía a existência de outros deuses. Para Israel estes deuses eram divindade que Deus tinha entregado as outras nações. A fé de Israel no Deus único não vetava aos outros povos de adorar os próprios deuses, pois eram considerados como vontade de JHWH. Trata-se, então, de uma perspectiva ecumênica que encontramos, sobretudo no Deuteronômio[1]. É nestes oráculos do Deuteroisaias que é declarada explicitamente a unicidade da divindade de JHWH[2]. A conclusão do processo é uma sentença de condenação dos outros deuses considerados inexistentes, simples criações humanas. Todos as argumentações do monoteísmo Jawista que encontramos de forma contundente nestes oráculos são de tipo histórico e não metafísico.
  1. Primeira argumentação. JHWH para realizar o seu plano na história se serve não somente do povo de Israel, mas também dos outros povos. Por exemplo, se serve da assíria ou da Babilônia para realizar o seu plano. Ciro é chamado no Deuteroisaias de unto[3], messias. Entregando o poder messiânico, entendido no sentido político, para um rei estrangeiro o Deus de Israel manifesta a sua realeza sobre todos os povos como único e verdadeiro Deus de todos os homens[4].
  2. Este novo evento de libertação que se realiza através de Ciro, já tinha sido anunciado muito tempo antes. Então este evento não é nada mais que o cumprimento das promessas de salvação proclamadas por Deus através dos profetas. É o grande tema da Palavra criadora da história que inaugura e recapitula toda a pregação do Deuteroisaias. Toda esta reflexão tem como mira a polemica contra a ciência astrológica babilonense que tinha a pretensão de prever o futuro baseando-se sobre cálculos humanos[5]. Deus anuncia o futuro não porque adivinha aquilo que acontecerá, mas porque acontecerá exatamente aquilo que Ele quer, conforme a sua vontade, conforme aquilo que a sua Palavra proclama. Nesta perspectiva qualquer tentativa humana de previsão do futuro é por si mesma idolátrica porque tem a pretensão de superar limites objetivos postos ao conhecimento humano e, por isso mesmo, destinado ao fracasso[6]. O conhecimento do futuro, portanto, se torna o elemento discriminatório entre a fé no Deus pessoal, que revelou a sua Palavra a Israel e a fé idolátrica dos povos que se entregam aos cálculos humanos dos astrólogos. O futuro, o sentido da história, foge á ciência humana: é o segredo de Deus revelado aos profetas[7]. Este tema acompanha todo o Deuteroisaias durante o processo as nações[8]. A unicidade da divindade de Deus é demonstrada pelo fato que somente Ele é o Deus que “desde o principio” anunciou o fim da história; só Ele é presente seja no começo que no fim da história. É por isso que Ele recebe no Deuteroisaias o titulo de Primeiro e Último enquanto único Senhor e soberano da história[9]. Todos os ídolos, como qualquer potencia humana, existem somente no presente e depois somem: mas no principio e no fim existe somente JHWH. A verdade da história, que a se compreende no seu principio e no seu fim, proclama a existência única do Deus de Israel.
  3. A última argumentação decisiva do processo aos falsos deuses é aquilo da criação[10]. O único criador de todas as coisas é o Senhor. É bom salientar que a primeira pagina do Genesis, que fala da bondade da criação, é com muita probabilidade para ser datada nesta época. O contexto de polemica contra os ídolos leva o Deuteroisaias a afirmar que Deus além de criar o bem criou também o mal[11]. É claramente um versículo que não deve ser lido de forma fundamentalista, mas sim dentro do contexto polemico[12]. Deus sabe fazer do mal uma ocasião de conversão e de penitencia do homem para prepará-lo a acolher a salvação. A queda de Babilônia é interpretada como a queda definitiva e total de todos os ídolos deste mundo[13]. E assim a revelação do nome de JHWH no livro do Êxodo encontra no Deuteroisaias a verdadeira exegese: JHWH, aquilo que é, o Existente, em contraposição a todos os outros deuses que não são[14]. JHWH é aquele que diz: eu estou aqui e esta existência única, esta presença é o seu nome. A tarefa histórica de Israel no meio das nações pagãs é a santificação deste nome divino, o testemunho da existência única de HWH[15]. Neste contexto Israel é o testemunho que Deus escolheu perante os pagãos em vista da conversão de todos os povos. Israel é o Servo de JHWH, cujo serviço é o testemunho do nome de JHWH entre os povos e é esta missão universal de testemunho é proclamada nos Cânticos do Servo de JHWH.



[1] Cf. Dt 4,19; 32,8.
[2] Cf. Is 41,1-5.21-29; 42,8-9; 43,8-15; 44,6-8; 44,24-28; 45,1-7.20-25; 46,1-13; 48,1-16.
[3] Cf. Is 45,1.
[4] Cf. Is 40,5.
[5] Cf. Is 4,22-26.
[6] Cf. Is 47,13.
[7] Cf. Is 41, 23.26-27; 46, 10-11.
[8] Cf. Is 43,12; 44,7; 48,3.
[9] Cf. Is 44,6-7; 41,4.
[10] Cf. Is 40,12-26.
[11] Cf. Is 45,6-7.
[12] Cf. Is 41,23-24.
[13] Cf. Is 46, 1-13.
[14] Cf. Is 42,8.
[15] Cf. Is 43, 10.12.

O NOVO EXODO



ISAIAS 40-55 (3)

Paolo Cugini


3. O NOVO EXODO
A nova perspectiva aberta pela pregação deuteroisaiana, o assim chamado novo êxodo deve ser colocado dentro o quadro geral de uma teologia da historia que deve ser aprofundada. Esta concepção da história[1] é de tipo dualista e divide a história em dois tempos:
  1. As coisas primeiras, antigas (o passado)
  2. As coisas últimas, nova (o futuro)
Estes dois tempos são colocados entre eles num relacionamento de continuidade, mas também de superação. Se de fato, é verdade que o novo nasce do antigo, é também verdade que perante o novo, o antigo esvanece. Alguns falam que este dualismo que encontramos no Deuteroisaias é mutuado da religião iraniana. Apesar disso é bom lembrar que sempre, toda vez que Israel encontra conteúdos de culturas diferentes nunca os assimila passivamente, mas atua uma interpretação, uma assimilação ativa, transformadora. Assim o dualismo histórico que encontramos nestas paginas não é de tipo metafísico, mas sim escatológico, que se expressa através de categorias históricas. Do dualismo metafísico, típico do pensamento grego, podemos encontrar traços no livro do Eclesiastes[2]. A lógica do dualismo metafísico produz um espiritualismo desencarnado, tópico da gnose: para salvar-se precisa se subtrair da roda do tempo, fugir da história. Na perspectiva escatológica típica dos profetas, a salvação é inscrita dentro da história. Todo evento passado é como um sinal daquilo que irá se realizar no futuro. As coisas primeiras servem para preparar as últimas. É importante salientar, porém, que o futuro não é apenas a realização de todas as profecias: o futuro é algo de novo. A teologia bíblica da história é uma teologia da esperança, da espera de um futuro de salvação sempre novo, porque todo evento de salvação que se realiza na história se torna sempre de novo o sinal e a profecia de um evento maior que deve ainda se cumprir. Todos os eventos, que são realizações de profecias, tornam-se sinais de eventos futuros que receberão em Cristo uma medida definitiva. Dessa forma é possível entender a história como uma serie de etapas históricas que se aproximam sempre mais ao eschaton(fim) definitivo. Esta visão da história é o pano de fundo do anuncio do Deuteroisaias do novo êxodo e da nova aliança.
Profecia do novo êxodo: Is 40, 9-11.27-31; 41,18-20; 42, 14-17; 43,16-21; 48,20-21; 49,9-12; 52,7-12.
Em todos estes versículos é possível traçar alguns dados típicos:
  1. Como o primeiro êxodo foi possível através do milagre da passagem no Mar Vermelho, assim também este novo êxodo será possível através de um novo milagre: a passagem no deserto[3]. O novo milagre e maior do que o antigo: o deserto florescerá como um jardim, produzindo frutas de todo tipo. Além disso, até o caminho não será cansativo, pois o mesmo Deus irá aplainar a estrada[4].
  2. A novidade maior é que neste novo êxodo será o mesmo Deus a guiar o seu rebanho por dentro do deserto[5]. Não precisará mais de um mediador como Moisés. A nova Páscoa representa, portanto uma intervenção direta de Deus na história que apaga a necessidade qualquer mediação humana. Talvez é possível vislumbrar nestes versículos uma profecia da encarnação, da Páscoa que o Senhor viverá na sua própria carne, morrendo na cruz para realizar o êxodo deste mundo para o Pai.
  3. A nova aliança, fruto deste novo evento pascal é profetizada do Deuteroisaias em dois versículos: Is 54,6-10 e 55,3-5. Nestes dois textos a nova aliança é comparada a outras alianças históricas: a aliança com Noé[6] e a aliança com David[7]. Deste dúplice confrontação a nova aliança recebe as seguintes conotações:
a.     Será uma aliança de paz. Deus tinha prometido a Noé que não teria punido o pecado dos homens[8]. Assim tinha prometido a David que por causa do pecado teria golpeado a sua descendência somente com o bastão, sem destrocá-la[9].
b.     Será uma aliança eterna[10]. Não é mais como a aliança antiga estipulada através de Moisés, ou seja, um trato bilateral; a nova aliança é inteiramente fundada sobre a graça fiel de Deus.
c.      Será, enfim, uma aliança universal, com toda a humanidade[11]. A antiga aliança era estabelecida somente com o povo de Israel. Esta aliança do Deuteroisaias é até novo em relação com aquela de Jeremias (31,31), pois ainda não previa a dimensão universalista.
Agora é todo o povo no seu conjunto que se torna testemunho entre os povos, o mediador da aliança divina no confronto de todos os povos[12].



[1] Cf. Is 43, 18-19.
[2] Ec 1,9.
[3] Cf. Is 43,16-19.
[4] Cf. Is $0, 3s.
[5] Cf. Is 52,12.
[6] Cf. Is 54,9.
[7] Cf. Is 55,3.
[8] Cf. Gem 9,16.
[9] Cf. 2 Sam 7,14.
[10] Cf. Is 55,3.
[11] Cf. Is55,4.
[12] Cf. Is 55,5.

A CONSOLACAO DE ISRAEL



Isaias 40-55 (2)
Paolo Cugini

2. A CONSOLAÇÃO DE ISRAEL
Evangelho é um termo que na antigüidade sinalizava uma pessoa que ia anunciando uma vitoria. Quem fazia isso eram as sentinelas (em grego: euanghelion) que quando o êxito da guerra era positivo corriam rápido para anunciar a boa nova[1]. No Deuteroisaias evangelho se torna o termo técnico para o anuncio do novo evento pascal, da libertação da escravidão para a libertação. Este evento e anunciado por uma mulher[2] como todos os anúncios pascais da historia da salvação[3]. Este novo evento pascal exige, como o antigo êxodo, três momento históricos salvificos diferentes:
  1. Uma nova eleição de Israel da terra de escravidão;
  2. Uma nova passagem através do deserto;
  3. Uma nova aliança.
A nova eleição significa que Deus volta a chamar o seu povo, como já fez na época da escravidão no Egito, com a grande diferença que enquanto no Egito o povo era em continua expansão, aqui na Babilônia o povo esta se extinguindo. Então este chamado de Deus, esta nova eleição é, na realidade, uma nova criação. Em hebraico o mesmo verbo significa tanto gritar como chamar. Isso quer dizer que gritando, proclamando a Palavra[4], Deus, cria os eventos chama á existência. A Palavra de Deus cria os eventos históricos[5].

Através das Palavra profética o povo de Israel, morto com o exílio, vem então novamente recriado, chamado a vida, num novo relacionamento de amor para com Deus.
Esta nova chamada de Israel é o núcleo central de todos os oráculos deuteroisaianos de consolação[6]. O gênero literário destes oráculos parece que tem origem na praxe cultual, muito parecida com a praxe da penitencia. Quando os israelitas tinham problemas morais, que não podiam serem resolvidos somente com a Lei, devia procurar o sacerdote que, uma vez resolvido o caso, pronunciavam um oráculo de consolação e de exortação. Esta praxe sacerdotal explica a origem deste gênero literário, ma o utilizo que o Deuteroisaias faz no contexto da nova eleição histórica de Israel, acrescentam traços característicos:
  1. Jacó-Israel: é o nome com o qual o Dt. saias chama o povo; é o nome novo, a nova identidade que o povo recebe com a nova vocação;
  2. Servo-eleito: Israel meu servo, Jacó meu eleito[7]. Este termo eleito expressa o mistério do amor gratuito e fiel de Deus e o segundo termo precisa o sentido desta eleição. Servo significa ter uma tarefa para cumprir. A eleição não é fim a si mesma, mas é em função de um ministério, comporta uma responsabilidade no plano historio da salvação. No período antes do exílio servo era um atributo que se dava aos reis e aos profetas (servos de JHWH)[8]. Depois do exílio, quando não tem mais nem reis nem profeta, o termo servo é atribuído a todo o povo[9]. Este dato mostra que o titulo de sevo de JHWH atribuído ao povo, lhe confere também uma tarefa de mediação histórica da salvação[10].
  3. Chamado-formado: a eleição de Israel do exílio de Babilônia e equiparável ao mistério de uma nova criação[11]. Este renascimento nacional é descrito, como em Isaias[12] e em Ezequiel[13], através a infusão do Espírito de JHWH que, como água, provocará a floritura do deserto[14]. Portanto se trata de uma renascimento espiritual através da água e do Espírito, profecia do Batismo cristão[15].
  4. Não temer! Continuamente no segundo Isaias aparece este grito[16]. Somente através da fé Israel poderá ver a nova obra de salvação que está para cumprir.



[1] Cf. Is 52,7.
[2] Cf. Is 40,9.
[3] Cf. Ex 15; Sal 68; Mc 16.
[4] Cf. Is 40,6.
[5] Cf. Is 41,4.
[6] Cf. is 40, 1-2; 41,8-13; 41, 14-16; 43,1-4; 43,5-7; 44,1-5; 44,21-22; 54,4-6ª.
[7] Cf. Is 41,8-9; 44,1-2; 45,4.
[8] Cf. Is 37,35; is 20,3.
[9] Cf. Jer 30,10; Ez 28,26.
[10] É a tese de A. MELLO, Isaias, Comento exegético-espiritual, Ed. Qiqaion, Com. De Bose, Magnano 1986, p. 62.
[11] Cf. Is 44,1.24.
[12] Cf Is 32,15.
[13] Cf. Ez 36-37.
[14] Is 44, 5-6.
[15] Cf. Jo 3,3-5.
[16] Cf. Is 41,10.14; 43,15; 44,2; 54.4.

A EXPERIENCIA DO ExILIO




ISAIAS 40-55
DEUTEROISAIAS
Paolo Cugini


INTRODUÇÃO
As seguintes reflexões querem oferecer uma chave de leitura da segunda parte do livro do profeta Isaias, para ajudar a melhor entender o texto sagrado. Não são, então, paginas cuja preocupação seja a completeza da pesquisa, mas sim um auxilio para a reflexão pessoal ou, se quiser, comunitária.

1. A EXPERIENCIA DO EXÍLIO
Na consciência de Israel o exílio do 587 a.C. deve ser considerado como uma verdadeira morte e, Babilônia a potência esmagadora que se tornará o símbolo da potência do mal e da morte[1]. A ressurreição de Israel e a surpreendente libertação do povo do Exílio será fruto de uma radical reviravolta da supremacia política e militar na Mesopotâmia. O grande evento é a conquista de Babilônia por parte de Ciro no 539 a. C.[2] O Deuteroisaias é o profeta desta grande ressurreição de Israel, da libertação do poder de Babilônia, e da volta em Israel que aconteceu no ano 538 a. C. por meio do famoso edito de Ciro rei da Pérsia.

O que nós sabemos do profeta deste livrinho chamado “da Consolação”, que os exegetas apelidaram de Deuteroisaias? Quase nada a não ser algumas indicações importantes que encontramos em Is 50,4-9. Este texto é amiúde considerado o terceiro canto do Servo, mas na realidade é muito diferente dos outros cantos, pois se trata de uma confissão autobiográfica, no estilo profético de Jeremias[3]. Neste texto o profeta não se apresenta como um servo, mas sim como um discípulo e, este discipulado, consiste na escuta constante da Palavra de Deus e no anuncio desta mesma Palavra para um povo cansado, desiludido[4]. O povo que ficou sem templo e sem rei se torna devagarzinho o povo da Escritura. É, de fato, durante o período do exílio que são fixadas as tradições legais, históricas e proféticas de Israel para guardá-las da destruição. Então é na época do exílio que nasce a classe leiga dos escribas e doutores autorizados da Lei. Apesar disso o Deuteroisaias não é apenas um escriba, mas o discípulo de um profeta, um discípulo de Isaias. O termo que ele utiliza é limmud, que é um termo muito raro, pois tem significado de discípulo somente na tradição de Isaias: os limmudim eram os discípulos de Isaias, aos quais o profeta confia as suas palavras como testemunho[5]. Talvez seja provável que o Deuteroisaias pertencesse á uma escola profética nascida durante o exílio, que tinha como referencia a grande profecia de Isaias.  O profeta é aquele que por primeiro teve que passar através a experiência de morte e ressurreição, participando da trágica experiência do exílio. O profeta devem também agüentar a desconfiança do povo que perdeu a esperança de voltar na terra de Israel. È aqui, neste contexto que se compreende a tarefa do profeta: fortalecer os ânimos abatidos do povo de Israel através de uma mensagem de consolação[6].

Is 40,1-11. A voz que grita é antes de mais nada voz que grita no templo anunciando a gloria e a santidade de JHWH[7], a volta da gloria de Deus no templo de Jerusalém[8]. Agora é o tempo de preparar a estrada para que a gloria volte e fique na frente do povo como a coluna de fogo no primeiro êxodo. Esta estrada deve ser preparada antes de mais nada por JHWH, não para o povo[9]. Agora a gloria de JHWH voltando no templo poderá se manifestar a todas as nações e não apenas ao povo de Israel.
vv. 6-8: nestes versículos temos:
a.      Um convite da voz ao profeta para que grite com força a Palavra de Deus.
b.      Uma objeção do profeta[10]: a que serve proclamar a Palavra de Deus se o homem perdeu a fé e não acredita mais?
c.       A resposta da voz ao profeta: apesar da incredulidade do povo a Palavra de Deus se realiza sempre. É suficiente proclamá-la para que ela se cumpra. Esta consciência da Palavra de Deus que é fiel a si mesma e se realiza sempre acompanha todo o livro da consolação. De fato no final encontramos os famosos versículos que confirmam isso[11].


[1] Cf. Sal 137 e Ap.
[2] Cf. Is 21; Is 47.
[3] Cf. Jer 1; 11;15;16.
[4] Cf. Is 50,4.
[5] Cf. Is 8,16.
[6] Cf. Is 43,8.
[7] Cf. Is 6,3-4; 66,5-6.
[8] Cf. Ez 10-11: a Gloria de Deus sai do templo.
[9] Cf. Is 40,3.
[10] Cf. Is 6.
[11] Cf. Is 55, 10-11.