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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

QUINTO DOMINGO TEMPO COMUM/ C




(Is 6, 1-8; Sl 137; 21 Cor 15, 1-11; Lc 5,1-11)

Paolo Cugini

 

Lc 5,1-11: 

Naquele tempo, enquanto a multidão apertava Jesus e ouvia a palavra de Deus, ele estava de pé perto do lago de Genesaré. Ele viu dois barcos ali perto do lago; Os pescadores desembarcaram e estavam lavando suas redes. Entrando num dos barcos, que era de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra. Ele sentou-se e ensinou as multidões do barco. Quando terminou de falar, disse a Simão: “Vá para águas mais fundas e lancem as redes para pescar”. Simão respondeu: “Mestre, trabalhamos arduamente a noite toda e não pegamos nada; mas, sob a tua palavra, lançarei as redes." Eles assim fizeram e pegaram uma grande quantidade de peixes, e as redes começaram a romper-se. Então eles fizeram sinal para seus parceiros no outro barco para que viessem ajudá-los. Eles vieram e encheram os dois barcos tanto que eles começaram a afundar. Quando Simão Pedro viu isso, caiu aos pés de Jesus e disse: “Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador”. Pois o espanto veio sobre ele e todos os que estavam com ele, pela grande pesca que haviam feito; e também Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão. Jesus disse a Simão: “Não tenha medo; de agora em diante vocês serão pescadores de homens." E, quando trouxeram os barcos para terra, deixaram tudo e o seguiram.

 

O Evangelho continua nos apresentando as características da identidade de Jesus e, no caso do Evangelho de hoje, nos convida a refletir sobre o significado de sua presença na história e a reação que as pessoas têm em relação a ele. O problema é que mesmo na época de Jesus nem todos percebiam sua presença, sua novidade. A passagem de hoje nos apresenta uma jornada espiritual para aprender a compreender a presença do Senhor em nossa história e aceitar seu convite à conversão. Vamos tentar segui-lo então.

Enquanto a multidão se apertava ao redor dele para ouvir a palavra de Deus. O Evangelho abre com a atitude principal de Jesus, isto é, o ensino da palavra. Jesus veio entre nós antes de tudo para nos ajudar a entender o significado da sua Palavra, o seu significado. Para entrar em sua perspectiva, devemos tomar sua palavra em mãos e ouvir seus ensinamentos.

Mestre, trabalhamos duro a noite toda e não pegamos nada; mas, sob a tua palavra, lançarei as redes." Eles fizeram isso… Podemos ver o Senhor, podemos captar sua presença quando fazemos o que ouvimos: este é o milagre! Somente quem vive o que ouve no Evangelho tem a oportunidade de ver o Senhor, de conhecê-lo. A palavra de Deus não é algo para ser somente estudado, mas sobretudo vivido. Certamente o estudo e depois a reflexão são importantes, mas quem parar neste estágio nunca poderá ver o Senhor. Esse é um dos enganos em que podemos cair, ou seja, pensar que conhecemos a Deus porque estudamos a Bíblia. O que lemos e o que entendemos estudando tem valor na medida em que nos esforçamos para vivê-lo, para colocá-lo em prática. O exemplo do que estamos dizendo nos vem justamente da passagem de hoje em que Pedro, ouvindo as instruções de Jesus, apesar de toda a sua experiência como pescador, faz exatamente o que Jesus lhe diz: confia na sua palavra. É porque Pedro faz o que o Senhor lhe diz que o milagre acontece e, dessa forma, a glória de Deus se manifesta, permitindo que os presentes vejam o milagre e creiam Nele.

Senhor, afasta-te de mim, pois sou um homem pecador. Quem é Jesus? Ele é o santo de Deus, sua presença traz à tona o mal-estar que vem de uma relação incorreta com Deus: esse mal-estar tem um nome, o sentimento de culpa. O gesto de Pedro, à primeira vista, pode parecer um gesto de humildade, bastante intenso. Em parte, isso é verdade. Na realidade, o que emerge da sua resposta, também comparada com a proposta de Jesus, é algo bem diferente. Pedro se sente um pecador diante de Jesus, em sua presença. O pecado fala, antes de tudo, do nosso relacionamento com Deus. A santidade de Deus manifestada no milagre da pesca desperta em Pedro seu sentimento de culpa, seu modo de perceber e viver a religião como obediência a preceitos que ele nem sempre consegue respeitar. Sentindo a presença de Deus, Pedro se sente, por assim dizer, sujo, culpado e, por isso, ajoelha-se em submissão.

Não tenham medo… Deus não quer pessoas submissas, mas sim livres. Jesus não está interessado no passado, nos nossos erros, nos nossos sentimentos de culpa que ele veio tirar para sempre e lançar no abismo: Jesus quer saber da nossa disposição de entrar no novo projeto de vida, ou seja, ser pescadores de homens. Aqui encontramos o contraste entre a mentalidade fechada que caracteriza homens e mulheres tomados pelo egoísmo, que não conseguem se libertar do peso dos erros do passado e se deixam devorar por sentimentos de culpa e, por outro lado, a ação de Jesus, um homem livre que veio libertar propondo caminhos de humanização.

De agora em diante você será um pescador de homens. Jesus propõe uma mudança de foco: do relacionamento com Deus para os relacionamentos com homens e mulheres. Uma mudança que, ao mesmo tempo, revela um sentido: o relacionamento autêntico com Deus não causa sentimento de culpa, porque não exige obediência a preceitos ou participação em cultos, mas a verdade do relacionamento com Deus se verifica na atenção que damos ao relacionamento com os homens e mulheres. Jesus propõe passar da religião em que colocamos em jogo todo o nosso relacionamento com Deus no contexto do culto, na participação nos ritos, para a religião verdadeira que reconhece a presença de Deus nos irmãos e, consequentemente, cuida desses relacionamentos. 


sexta-feira, 25 de agosto de 2023

HOMILIA DOMINGO 27 AGOSTO 2023

 



XXI DOMINGO HORÁRIO COMUM

Is 22:19-23; Sal 137; Romanos 11:33-36; Mt 16:13-20

 

Paulo Cugini

 

Estamos no meio do caminho rumo a Jerusalém que Jesus faz com os seus discípulos. Muitas situações já foram vividas, juntamente com muitas palavras, discursos novos que Jesus pronunciou e que provocaram diversas reações nos ouvintes. Especialmente os líderes religiosos de Israel, como os fariseus, os saduceus, os escribas são aqueles que questionam não só a qualidade da proposta de Jesus, mas também a sua identidade. Até mesmo os próprios familiares de Jesus expressaram desconforto com o seu modo de agir. Por estas razões, Jesus pergunta aos seus discípulos sobre a sua identidade: terão compreendido quem é? Compreenderam a identidade daquele que seguem e por quem fizeram escolhas importantes e radicais?

Naquele tempo, Jesus, tendo chegado à região de Cesaréia de Filipe, perguntou aos seus discípulos: “Povo, quem diz que é o Filho do homem?”. Existe um primeiro nível de compreensão da identidade de Jesus que diz respeito às pessoas, àqueles que testemunharam os seus milagres e os seus discursos. O que as pessoas entenderam sobre Jesus? Pelas respostas dos discípulos entendemos que as pessoas o identificam com os profetas, especialmente com aquele tipo de profeta perseguido pelo poder. Tanto João Batista, como Elias e Jeremias, durante a sua atividade profética, tiveram que lidar com os gestores do poder da época, que não apreciavam as suas posições polêmicas e radicais. João Batista criticou Herodes por seu adultério. A pregação de Jeremias que, em anos de prosperidade, anunciou o exílio do povo de Israel para a Babilônia, foi alvo do rei Zedequias, que julgou derrotista a pregação do profeta. Finalmente, Elias teve dificuldades com o rei Acabe e, acima de tudo, com a rainha Jezabel, que o ameaçou de morte depois que Elias exterminou os 400 profetas do palácio. A pregação de Jesus foi alvo dos líderes do povo de Israel porque, segundo eles, atiçava as tradições religiosas, criando confusão entre o povo. Na realidade, Jesus mostrou o engano dos sacerdotes que, para manterem os seus privilégios, substituíram a Palavra de Deus pelas suas tradições (Mc 7,9). A opinião do povo sobre Jesus mostra um aspecto importante do anúncio do Evangelho: a profecia capaz de desmascarar os erros daqueles que, em nome de Deus, exploram o povo. Jesus desmascara os lobos vestidos de cordeiros e faz isso publicamente: por isso tentaram matá-lo (Mc 3,6). Se quiser ser fiel ao Evangelho, a Igreja deve manter viva a profecia, ajudando assim o povo a não cair na armadilha preparada pela mesquinhez do poder do momento.

Ele lhes disse: “Mas vocês, quem dizem que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. E Jesus lhe disse: “Bem-aventurado és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne e o sangue que to revelou, mas meu Pai que está nos céus. Jesus procura, num segundo momento, a opinião dos discípulos, daqueles que deixaram tudo para segui-lo. A resposta de Pedro é como uma revelação do alto. Na verdade, não foi Jesus quem indicou quem seria o guia do pequeno grupo de discípulos, mas fez com que fosse entregue. É nesse momento que Jesus entende quem era aquele que o Pai havia indicado para a sucessão: porque nem a carne nem o sangue te revelou, mas meu Pai que está nos céus. Com efeito, compreender a verdadeira identidade de Jesus, o seu ser o Filho amado do Pai ou, como dirá João, aquele por quem tudo foi feito e sem ele nada do que existe foi feito (Jo 1,3), não é fruto da compreensão humana, mas dom que vem do alto. Nestas palavras de Pedro, Jesus compreende a ação do Pai, a sua designação.

E eu te digo: você é Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e os poderes do inferno não prevalecerão sobre ela. É Jesus quem nomeia Pedro como responsável pela comunidade. Aqui vemos a inteligência do líder, que vive o seu mandato não como um mérito, mas como um serviço a Deus e à comunidade. Aqui apreendemos o critério para compreender a qualidade de um líder: a preocupação sobre como a comunidade continuará depois que ele partir. A partir das palavras proferidas logo após a investidura de Pedro, podemos captar a percepção de Jesus sobre a sua própria morte iminente. Jesus se preocupa com o que semeou, para dar continuidade à obra realizada. O líder é inteligente quando avança a tempo de ser seu sucessor e, ao fazê-lo, demonstra seu amor pela comunidade e valoriza as pessoas que conhece. Quando, por outro lado, o líder vive o mandato como mérito, tudo fará para ficar até o fim e, depois dele, tudo morrerá.

Eu lhe darei as chaves do reino dos céus. Não é um discurso dirigido a um futuro distante, porque Jesus não fala de vida eterna, de vida além da morte. Pelo contrário, Jesus fala do presente, do destino da ecclesia dos discípulos e da sua possibilidade de experimentar a bondade da vida nova proposta por Jesus e que encontra valor na expressão: reino dos céus. Isto servirá a Pedro e a todos aqueles que receberão esta tarefa: fazer tudo com amor e espírito de serviço gratuito, para que as pessoas que se aproximam da ecclesia se sintam acolhidas, rodeadas daquele amor fraterno e daquele espírito de justiça e de paz emanados por Jesus. Podemos então invocar o Espírito Santo com a intenção expressa no salmo de hoje: não abandones a obra das tuas mãos (Sl 137). Ó Senhor, que nenhum daqueles que colocaste ao serviço da comunidade nos abandone. Ajude-os em momentos de angústia e encha seus corações com o seu amor. Amém.

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

ATOS DOS APÓSTOLOS CAPITULO 11

 

        


Estudo bíblico para CEBs

Paolo Cugini

1-18. Pedro explica para os apóstolos de Jerusalém o evento de um pagão (Cornélio) batizado. Na primeira fase do cristianismo, como é possível perceber nestes capítulos iniciais, A Igreja de Jerusalém era a mais importante, também porque foi a primeira a ser fundada. Além disso, os apóstolos moravam lá e toda obra missionária tinha sempre como referencia a Igreja de Jerusalém e os Apóstolos. Não de estranhar o fato que os Apóstolos não tinham ainda entendido que a salvação era oferecida para todos e não apenas para os judeus. De fato, o mesmo Jesus em algumas ocasiões tinha falado que Ele foi enviado antes de tudo pelas ovelhas perdidas da casa de Israel (). É nestes contextos que podemos entender a ação do Espírito Santo, que ajuda os cristãos a entender na plenitude a vontade de Deus que se manifestou nas palavras e nas obras de Jesus. A Palavra de Jesus não é morta, um documento do passado, mas viva e eficaz pela ação do Espírito Santo. “Desceu o Espírito Santo sobre eles, assim como sobre nós no principio” (At 10,15).

Esta descoberta manifestada por obra do Espírito Santo ajuda os Apóstolos e toda a Igreja a entender outra grande questão. Os Hebreus não podia comer certo tipo de carne. O fato que os primeiros cristãos eram todos de origem hebraica, fazia com que trouxessem por dentro do cristianismo muitas doutrinas do hebraísmo, entre elas as prescrições alimentares. “Ao que Deus purificou não chames tu de profano”. Na nova Aliança inaugurada por Cristo nenhum alimento é impuro, por isso podemos comer qualquer coisa sem problemas. É estranho, portanto, que depois de tantos séculos tem ainda pessoas que se dizem cristão, que leram estes passos bíblicos e vivem com a proibição de alguns alimentos como a carne de porco. At 11 sobre este assunto é bem claro.

19-26. A comunidade de Antioquia foi fundada com o pessoal que fugiu da perseguição começada na época do martírio de Estevão (Capitulo 7). Podemos mesmo afirmar que não perderam tempo! “Falaram também aos gregos anunciando-lhes a Boa nova de Jesus”. A pregação da Palavra provoca a conversão de muitas pessoas. A Igreja de Jerusalém, que como vimos nesta primeira fase era o centro da vida da Igreja enviou Barnabé para fortalecer o trabalho missionário e Barnabé foi atrás de Paulo em Tarso. É fascinante escutar o testemunho das premerias comunidades cristãs e dos primeiros missionários, que com muito amor e zelo se dedicavam ao anuncio do Evangelho.

27-30. O profetismo é uma característica das primeiras comunidades cristãs. Estes profetas, assim como os profetas do Antigo Testamento, tem um cunho carismático, falam em nome de Deus sob a ação do Espírito Santo, ajudam o povo a interpretar os sinais dos tempos. Neste caso especifico o profeta Ágado alerta sobre uma iminente carestia. Nestes versículos aparece pela primeira vez a palavra: presbíteros, que em grego que dizer anciãos. Estes anciãos são os responsáveis das comunidades cristãs. A função do padre na comunidade é exatamente esta: ser o ancião (presbítero) na comunidade, não no sentido biográfico (idade), mas sim espiritual, ou seja aquele que recebeu o mandato de orientar espiritualmente a comunidade. Quando os nossos irmãos evangélicos dizem que a palavra padre não existe na bíblia é porque não conhecem o grego e nem a história da Igreja. Bastaria somente ler este versículo.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

EVANGELHO DE LUCAS CAPITULO 22





Estudo Bíblico para CEBs

Paolo Cugini

1-13. A traição é sempre um movimento do satanás e o dinheiro e o seu instrumento.

14-23. Jesus realiza um jantar antes de morrer. Não é, porém, um jantar qualquer. Jesus escolheu o jantar da Páscoa hebraica, carregando de sentidos os gestos que realizou naquela noite. Dizendo: “Este é o meu corpo que é dado por vocês e este é o meu sangue derramado por vocês” Jesus está expressando o sentido da sua mesma vida, que deveria ser também o sentido da vida de cada discípulo: uma vida doada para os outros. Para podermos viver de amor e amando de verdade os outros, precisamos nos alimentarmos continuamente de Cristo.
24-27. A discussão dos discípulo sobre quem seria o maior deles revela que, apesar de tudo, ainda não tinham entendido a mensagem do mestre. A resposta de Jesus explica que quem se decide a seguir Jesus entra num estilo de vida diferente, aonde as coisas do mundo, as suas seduções não dizem mais nada. Quem busca Jesus não se importa mais com a gloria e o poder do mundo, mas sim com a gloria de Deus, que se manifesta numa vida de serviço humilde. “Eu estou no meio de vós como aquele que serve”.

28-38. No dialogo de Jesus com os discípulos se percebe toda a preocupação de Jesus com eles. Jesus na oração reza para fortalecer a fé dos discípulos. No conteúdo desta oração se percebe o quanto Jesus conhecia os seus discípulos (v.34). Ao mesmo tempo se percebe o quanto Jesus conhecia a si mesmo, o sentido do seu caminho na história. Jesus foi uma pessoa que viveu intensamente, que respeitava a si mesmo e as pessoas que encontrava.
39-53. São sempre muito lindos os versículos que mostram a oração de Jesus. Antes de morrer Jesus passa um tempo nas hortas das oliveiras para se entregar na oração. A oração para Jesus é dialogo com o Pai. Neste dialogo Jesus coloca as suas preocupações e manifesta a própria disponibilidade para que a vontade do Pai seja realizada. Na oração Jesus é lucido: este é um dato importante. Perante o sofrimento Jesus nos ensina a não fugir, a não buscar soluções de fuga, pois tudo na vida deve ser enfrentado com lucidez. A oração permite a nós mesmos de ficarmos lúcidos até o fim, até os últimos instantes da nossa vida, para não desviarmos do caminho da vida.

“Judas com um beijo você trai o Filho do homem?”. É sempre assim e ainda hoje é assim. Muitas vezes traímos as pessoas mais próximas de nós utilizando os gestos típicos da afetividade humana para disfarçar, para esconder a verdade. Na oração aprendemos a discernir os falsos sentimentos dos verdadeiros. O contato constante com a Verdade nos permite de detectar as mentiras. Jesus percebeu imediatamente que aquele beijo não era um beijo comum, mas tinha o sabor da traição.

54-71. A traição de Pedro nos ensina que medimos a nossa fé não quando estamos bem, com saúde e dinheiro no bolso, mas quando passamos por provações, quando o mundo nos pressiona e percebemos que na caminhada somos sozinhos., Pedro não aguentou porque ainda não tinha encontrado Jesus ressuscitado. Nós podemos aguentar porque recebemos o Espirito do Senhor ressuscitado.

Jesus foi condenado a morte por causa da própria identidade: ele era Filho de Deus, Jesus era Deus.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

ATOS DOS APOSTOLOS 1




Estudo Bíblico para CEBs

Paolo Cugini
1-8. “Fiz meu primeiro relato”:Luca explica no começo do livro que aquilo que está escrevendo é a continuação do evangelho (de Lucas). O evangelho não tinha o relato da Ascensão do Senhor. Os Atos dos Apóstolos começa exatamente aonde o Evangelho tinha terminado, ou seja, com a narração das aparições de Cristo ressuscitado.

 6. Só Deus conhece o dia da volta do Filho, por isso não precisa se angustiar sobre este dia. Aquilo que é importante é a vida no presente que, como nos lembra o texto, é marcada pela presença do Espírito (v.8). É pela força do Espírito que seremos testemunha do Senhor em todo momento da nossa vida. A tarefa dos cristão, então, é se dispor para acolher o Espírito do Senhor. Por isso os discípulos ficar um tempo, depois da Ascensão do Senhor, reunidos num lugar rezando na espera do Espírito.

9-11. Os anjos convidam os discípulos a não ficar parados olhando para o céu. Este é um ensinamento importante para todos nós. De fato, a vida de fé que se alimenta do ensinamento do Senhor, não pode ficar no vazio, olhando a vida toda para o céu, mas sim deve se concretizar na vida ativa do dia a dia.
12-14. Dois que Jesus subiu para o céu os apóstolos foram para Jerusalém para perseverar na oração. Ao longo dos capítulos dos Atos dos apóstolos encontraremos varias vezes este tema da oração, que se torna de grande importância pela vida da Igreja. É importante salientar que o texto fala que, junto com os apóstolos tinha também algumas mulheres. A Igreja é feita de homens e mulheres que juntos esperam o Senhor.

15-20. Pedro toma a palavra porque foi Jesus que o colocou como chefe da Igreja (Mt 16,18). Pedro explica o sentido da traição de Judas e o faz com o auxilio das escrituras. De agora em diante na pregação dos apóstolos, a pregação se caracteriza com uma constante referencia aos textos do Antigo Testamento para explicar os eventos que caracterizaram a vida de Jesus.

21-26. Pedro acha necessário escolher uma pessoa para reformar o numero dos apóstolos: 12. O numero 12 é o símbolo do povo de Israel que era constituído de 12 tribos. Jesus escolhendo 12 apóstolos sem duvidas quis apontar para a construção do novo Israel.


segunda-feira, 2 de julho de 2018

EVANGELHO DE LUCAS CAPITULO 5





Estudo Bíblico para CEBs
Paolo Cugini
1-11. A multidão estava ao redor de Jesus para ouvir a Palavra de Deus. É muito bonita esta imagem porque relata aquilo que Jesus era acostumado a fazer: anunciar a Palavra de Deus: é por isso que as multidões de pobres o seguiam. Existe toda uma humanidade sedenta de palavra de Deus, de Palavra de Vida: é isso que a Igreja, a comunidade deve fazer: anunciar, explicar a Palavra de Deus.

Na dinâmica da pesca milagrosa é importante salientar que o milagre acontece porque Pedro obedece à Palavra de Jesus contra qualquer evidencia. “Assim fizeram e apanharam tamanha quantidade de peixes”. Os discípulos fizeram exatamente aquilo que Jesus pediu. Na nossa vida muitas vezes não acontece nada porque queremos fazer tudo da nossa cabeça, sem nos importar daquilo que vem de Deus. O gesto de Pedro e as suas palavras são emblemáticas, pois manifestam a verdade do encontro com o Senhor. O encontro com Deus, quando é autentico, provoca a tomada de consciência do nosso pecado: “Senhor, afasta-te de mim porque sou um pecador”. Deste encontro e desta tomada de consciência nasce a vocação, o chamado: “De hoje em diante você será pescador de homens”.

12-16. Perante o sucesso Jesus não aproveita, mas se retira, porque ele não buscava a gloria dos homens, a gloria do mundo, mas sim a gloria de Deus. Jesus vive uma vida escondida do mundo porque está totalmente satisfeito e preenchido com a gloria que ele recebe do seu Pai.

17-26. Jesus é Deus, é isso que estes versículos querem nos mostrar, porque Jesus age como Deus: cura e perdoa os pecados. Significativa é a atitude dos fariseus, que apesar de presenciar milagres impressionantes, continuam questionando Jesus e a sua ação. Quem tem um coração duro não consegue perceber a presença de Deus na história.

27-32. Jesus chama para ser discípulos quem ele quiser: é a liberdade do Reino de Deus. Liberdade que incomoda as pessoas acostumadas a medir a vida dentre parâmetros preconceituosos, como é o caso dos fariseus que questionam mais uma vez as escolhas de Jesus.

33-39. O vinho novo do Evangelho exige barris novos, ou seja, pessoas novas, renovada para acolher esta grande novidade. Jesus está dizendo isso para os fariseus que, ao longo de todo o capitulo ficaram questionando-o. Jesus explica o motivo da incapacidade deles de entender a sua palavra e as suas atitudes: o coração duro, a indisponibilidade para conversão. Somente um coração humilde consegue fazer espaço para grande novidade do Evangelho.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

PEDRO ENCONTRA JESUS





EVANGELHO DE LUCAS CAPITULO 5
Estudo Bíblico para CEBs
Paolo Cugini
1-11. A multidão estava ao redor de Jesus para ouvir a Palavra de Deus. É muito bonita esta imagem porque relata aquilo que Jesus era acostumado a fazer: anunciar a Palavra de Deus: é por isso que as multidões de pobres o seguiam. Existe toda uma humanidade sedenta de palavra de Deus, de Palavra de Vida: é isso que a Igreja, a comunidade deve fazer: anunciar, explicar a Palavra de Deus.
Na dinâmica da pesca milagrosa é importante salientar que o milagre acontece porque Pedro obedece à Palavra de Jesus contra qualquer evidencia. “Assim fizeram e apanharam tamanha quantidade de peixes”. Os discípulos fizeram exatamente aquilo que Jesus pediu. Na nossa vida muitas vezes não acontece nada porque queremos fazer tudo da nossa cabeça, sem nos importar daquilo que vem de Deus. O gesto de Pedro e as suas palavras são emblemáticas, pois manifestam a verdade do encontro com o Senhor. O encontro com Deus, quando é autentico, provoca a tomada de consciência do nosso pecado: “Senhor, afasta-te de mim porque sou um pecador”. Deste encontro e desta tomada de consciência nasce a vocação, o chamado: “De hoje em diante você será pescador de homens”.
12-16. Perante o sucesso Jesus não aproveita, mas se retira, porque ele não buscava a gloria dos homens, a gloria do mundo, mas sim a gloria de Deus. Jesus vive uma vida escondida do mundo porque está totalmente satisfeito e preenchido com a gloria que ele recebe do seu Pai.
17-26. Jesus é Deus, é isso que estes versículos querem nos mostrar, porque Jesus age como Deus: cura e perdoa os pecados. Significativa é a atitude dos fariseus, que apesar de presenciar milagres impressionantes, continuam questionando Jesus e a sua ação. Quem tem um coração duro não consegue perceber a presença de Deus na história.
27-32. Jesus chama para ser discípulos quem ele quiser: é a liberdade do Reino de Deus. Liberdade que incomoda as pessoas acostumadas a medir a vida dentre parâmetros preconceituosos, como é o caso dos fariseus que questionam mais uma vez as escolhas de Jesus.

33-39. O vinho novo do Evangelho exige barris novos, ou seja, pessoas novas, renovada para acolher esta grande novidade. Jesus está dizendo isso para os fariseus que, ao longo de todo o capitulo ficaram questionando-o. Jesus explica o motivo da incapacidade deles de entender a sua palavra e as suas atitudes: o coração duro, a indisponibilidade para conversão. Somente um coração humilde consegue fazer espaço para grande novidade do Evangelho.