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martedì 24 settembre 2024

DOMINGO XXVI B

 




Mc 9,38-43.45.47-48

Paulo Cugini

 

 

Uma característica da proposta de Jesus, que encontramos no Evangelho, é a sua radicalidade que, sem dúvida, precisa ser interpretada. Jesus é exigente, mas não como costumamos pensar quando encontramos alguém que nos coloca contra a parede. Pelo contrário, o estilo de Jesus baseia-se na liberdade pessoal. Jesus, de fato, não impõe, mas propõe. A resposta à sua proposta exige a capacidade de entrar em si mesmo, de verificar a própria vida para chegar a uma escolha. A proposta de Jesus não é uma doutrina, mas um estilo de vida. A sua verdade não é uma fórmula a aprender, mas o amor a oferecer livre e desinteressadamente aos irmãos e irmãs, que encontramos ao longo do caminho. Procuremos, então, indicar algumas características do estilo inconfundível de Jesus, que encontramos no Evangelho de hoje.

João disse a Jesus: “Mestre, vimos alguém expulsando demônios em teu nome e queríamos detê-lo, porque ele não nos seguiu”. Mas Jesus disse: «Não o impeçam, porque não há ninguém que faça um milagre em meu nome e possa imediatamente falar mal de mim: quem não está contra nós, está por nós.

Em primeiro lugar, Jesus aborda as pessoas com delicadeza e não com arrogância. Esta atitude de disponibilidade para com qualquer pessoa abre as portas a uma visão ampla da vida. Jesus não estreita o campo de ação, mas alarga-o incomensuravelmente. A atitude de João é muito diferente, mostrando intemperança, fanatismo, sintoma de uma visão estreita para com aqueles que encontra invocando o nome do Senhor, ou seja, pessoas duras, enrijecidas pela doutrina da religião. Jesus olha para o coração das pessoas e não para a forma como elas respeitam as doutrinas. Coloca a pessoa no centro e não as regras. Isto significa que, na nossa maneira de fazer as coisas, de nos relacionarmos com os outros, compreendemos bem o que está na base da nossa existência e também do nosso caminho de fé. É mais fácil obedecer cegamente a uma lei do que acompanhar as pessoas a vivê-la, tendo em conta o caminho que percorrem e as dificuldades que encontram. O evangelho é uma questão de estilo, de formas de relacionamento. É o estilo que faz a diferença, não a precisão na observância de uma doutrina.

Pois quem vos der um copo de água para beber em meu nome, porque vocês pertencem a Cristo, em verdade vos digo, não perderá a sua recompensa.

O segundo critério do caminho proposto pelo Senhor é a caridade. Seremos avaliados não pela observância de uma lei, mas por uma coisa muito pequena que qualquer um pode fazer, nomeadamente, um copo de água dado a uma pessoa com sede. Todo o Reino de Deus passa por um copo d'água. Parece absurdo, mas não é tão estranho. Somente aqueles cujo coração está cheio do amor de Deus partilham e se movem em direção aos outros, mesmo com um simples gesto. Este critério, como se compreende bem no contexto do Evangelho, não depende da participação nos ritos ou numa comunidade, mas da disponibilidade do coração da pessoa. Isto significa que há evangelho onde há amor, caridade e partilha.

Quem escandalizar um destes pequeninos que acreditam em mim, é muito melhor para ele que lhe pendure uma pedra de moinho no pescoço e o jogue ao mar.

O terceiro critério são os pequenos, que devem estar no centro da comunidade. A palavra usada no evangelho é mícron, ou seja, algo muito pequeno, quase invisível. Micron não indica crianças, mas sim pessoas marginalizadas da sociedade, pessoas descartadas. São precisamente eles, os mícrons, que devem estar no centro da comunidade cristã e devem ser acolhidos, acompanhados de ternura e de amor. É por isso que Jesus é tão duro com aqueles que os escandalizam, ou seja, com aqueles que os fazem tropeçar e perder a fé na comunidade. É, portanto, necessário cortar tudo o que nos possa levar a atitudes que possam escandalizar os mais pequenos, a escolhas que possam provocar o fim de um caminho de fé por parte das pessoas mais frágeis da comunidade, que antes precisam de ser protegidas e salvaguardado.

Poderíamos nos perguntar, para nos aprofundarmos um pouco mais na discussão, por que a referência à morte no mar e qual o significado da geena? Os judeus tinham pavor de morrer por afogamento porque quem morria dessa forma era excluído da ressurreição, segundo suas crenças. A Geena, por outro lado, é a ravina, onde os resíduos eram despejados e depois queimados. Se Jesus fala assim daqueles que escandalizam os pequenos, significa que o problema é grave e deve ser levado em consideração.

 

mercoledì 11 settembre 2024

DOMINGO XXIVB

 





(Is 50,5-9a; Sl 115,1-2.3-4.5-6.8-9; Tg 2,14-18;  Mc 8,27-35)

 

Paulo Cugini

 

É lindo ver Jesus caminhando com os seus discípulos pelas ruas da Galileia: revela muitas coisas sobre o sentido que Ele quis dar à sua missão. Em primeiro lugar, a precariedade. Ele estava tão cheio do amor do Pai que não precisava procurar outras fontes de satisfação. E depois muita liberdade que lhe permite andar junto com os seus discípulos sem ter que se preocupar com o que comer, o que vestir e mais nada. Precariedade e liberdade andam de mãos dadas.

“Quem as pessoas dizem que eu sou?”. É uma questão importante, não só porque na narrativa de Marcos estamos a meio caminho da vida pública de Jesus, mas também porque a vida dos discípulos deve ser uma resposta à Palavra de Jesus. Portanto, captar a essência da sua mensagem é. fundamental para a existência.

“João Batista; outros dizem Elias e outros um dos profetas”. A descoberta de Jesus é amarga, porque encontra um povo ainda ancorado no passado, nas suas próprias histórias e tradições. Elias e os profetas foram, sem dúvida, grandes figuras do passado, que tiveram um papel importante na história do povo de Israel, mas nada revelam do presente que Jesus veio trazer. O próprio João Batista, considerado o maior dos profetas por ter podido ver e conhecer Jesus, ainda permanece ancorado no Antigo Testamento. A resposta de Pedro também vem do passado. Na verdade, ao dizer “Tu és o Cristo”, ele não passa das projeções do passado para o presente. Cristo, de facto, é o título atribuído ao futuro messias, o ungido de Deus. Jesus descobre, portanto, que, apesar das suas palavras e obras, ninguém compreende a novidade da sua mensagem. Jesus descobre que até agora não houve nenhum esforço para compreender o que realmente está acontecendo com a sua vinda, mas todas as suas palavras e ações são derramadas em odres velhos.

O que esses versículos significam? Revelam-nos algo muito profundo nos homens e nas mulheres, nomeadamente a dificuldade de abertura ao novo. É como se o presente estivesse obstruído pelo passado, como se a consciência identificasse a reprodução do passado, de alguns momentos significativos, como a felicidade da vida. Preencher o presente com o passado, adoçando-o, é um mecanismo que surge do instinto de sobrevivência, que leva ao apego ao que dá segurança.

O primeiro passo, portanto, num caminho de conversão, que nos permite captar a novidade da proposta de Jesus, consiste em libertar-nos dos desperdícios do passado, que obstruem pesadamente o nosso presente. Existe uma surdez psicológica e existencial, que não nos permite apreender a novidade do presente e que se desenvolve precisamente quando a pessoa se apega progressivamente ao passado, às tradições do lugar onde vive, que ainda permanecem humanas tradições.

E começou a ensinar-lhes que o Filho do homem devia sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, ser morto e, depois de três dias, ressuscitar.

A incapacidade de nos libertarmos do passado não nos permite compreender o sentido profundo da vida que Jesus veio manifestar. Seguir Jesus, abraçar a novidade da sua Palavra, significa entrar no caminho do amor, da busca da justiça, que se manifesta como misericórdia. Significa também abandonar o caminho da agressão, para nos colocarmos ao serviço do projecto de construção constante da paz. Seguir Jesus significa também abandonar a mesa de quem procura a felicidade na riqueza a qualquer preço, e decide colocar-se ao serviço dos pobres, dos excluídos, daqueles que não têm importância para a sociedade. Este caminho tem consequências muito duras, nomeadamente sofrimento, rejeição e morte. No futuro, a ressurreição. Compreendemos, então, como funciona o instinto de sobrevivência que não quer dar ouvidos à novidade presente na história: faz de tudo para ficar longe dos problemas, daquilo que põe em risco a existência, buscando constantemente a tranquilidade. Este estilo de vida é a morte da alma, porque impede a coragem de entrar no caminho do amor que se dá gratuitamente, da vida que se perde para os outros, da libertação das tradições que sufocam o presente.

Ele fez esse discurso abertamente. Pedro chamou-o de lado e começou a repreendê-lo. Mas ele, voltando-se e olhando para os seus discípulos, repreendeu Pedro e disse: «Para trás de mim, Satanás! Porque você não pensa segundo Deus, mas segundo os homens"

Satanás é toda aquela realidade, aquelas situações que atrapalham a Palavra de Jesus, tirando-a do coração das pessoas. O pensamento de Pedro é sintomático da rejeição do caminho proposto por Jesus, que exige também a capacidade de rejeitar as consequências. Quem se deixa levar pelo instinto de sobrevivência e procura o caminho da tranquilidade e da segurança nunca conseguirá não só compreender a mensagem de Jesus, mas sobretudo segui-la. 

 

sabato 17 agosto 2024

XXI DOMINGO/B

 




(Js 24, 1-18; Sl 33; Ef 5, 21-32; Jo 6, 60-69)

Paulo Cugini

 

      A incompreensão daquilo que Jesus diz aos seus discípulos é o tema do Evangelho de hoje. Um mal-entendido que vem de longe, da dificuldade de dar o salto de qualidade que Jesus propõe, ou seja, de olhar a realidade a partir da dimensão espiritual e interior e abandonar uma visão materialista e instintiva da história. É um caminho fascinante mas, ao mesmo tempo, difícil porque exige uma mudança de mentalidade, de paradigma e de estilo de vida, que só é possível para quem responde pessoalmente ao chamamento do Senhor.

Esta palavra é dura! Quem pode ouvir isso?

Por que a Palavra de Jesus é dura? Existem várias respostas que podem ser dadas. A primeira, a mais simples, refere-se às palavras que precedem o Evangelho de hoje, quando afirmava que: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna”. Há, portanto, uma resistência ao conteúdo literal das palavras usadas por Jesus que, como sabemos, devem ser interpretadas. A carne e o sangue de Jesus são a sua palavra, o seu estilo de vida, que deve ser “comido”, no sentido de assimilar, para que influencie as escolhas quotidianas. Em segundo lugar, é uma discussão dura porque é radical e não permite alternativas. Jesus coloca os seus discípulos e discipulas contra a parede: só existe um caminho que permite entrar agora na vida eterna, e é o caminho proposto pelo Senhor. Isto significa que é preciso escolher e, ao escolher o Senhor, significa abandonar outros caminhos. Depois, há um terceiro nível para o qual o discurso de Jesus parece duro e é a sua reviravolta da perspectiva religiosa clássica. Neste último sentido, de facto, propõe-se sacrificar a vida presente em vista de uma recompensa futura. Para Jesus, porém, a vida eterna começa agora, no momento em que a pessoa adere à sua palavra, a assimila, a “come”, tem a vida eterna, no sentido de que os sinais da eternidade, que são o amor, a gratuidade da vida, a capacidade de perdoar e de ser pessoas misericordiosas começa agora. Este discurso é claramente assustador e difícil para todos os religiosos habituados a guardar méritos para depois, um sistema religioso que permite às pessoas permanecerem quem são, cuidarem da sua vida e apostarem a sua religiosidade, a possibilidade de vida eterna após a morte. Jesus não está interessado em nossas aparências religiosas, que nos tornam belos diante do mundo, mas sim hipócritas diante de Deus.

É o Espírito que dá vida, a carne não serve para nada; as palavras que te falei são espírito e são vida.

     A carne é a vida guiada pela parte instintiva e material da existência e não consegue orientá-la para o amor autêntico, desinteressado e gratuito. A carne orienta a existência para a posse dos outros e das coisas, porque centra a existência humana nos seus próprios interesses. Carne significa egoísmo, alimentado pelo instinto de sobrevivência, que reduz tudo a si mesmo, até mesmo as relações interpessoais. Por isso, para seguir Jesus, para compreender a sua palavra, que nos conduz a um estilo de vida sóbrio, atento aos outros, esquecido de nós mesmos, precisamos fazer escolhas que orientem a nossa existência para o espírito, para a vida interior, para que é ela que guia a nossa carne e não o contrário.

A partir daquele momento muitos dos seus discípulos voltaram atrás e já não o acompanhavam.
Jesus disse então aos Doze: Vocês também querem ir embora?

    A pedagogia de Jesus é interessante: diante da decepção e do abandono de muitos dos seus discípulos, ele não recua, não baixa a guarda, sobretudo, não dilui a sua mensagem tornando-a mais doce e agradável. Ele sabe muito bem que o seu discurso é radical e que muitos dos seus discípulos e discipulas não o compreendem. Os riscos são, no entanto, elevados. Há um novo estilo de vida autêntica que Jesus inaugurou, que manifesta a imagem de Deus com a qual fomos criados e que o nosso egoísmo obscurece. Por isso, Jesus não diminui a força do seu anúncio, porque não procura o número de seguidores, mas aqueles que o Pai chama e que Ele verifica a sua resposta.

Simão Pedro respondeu-lhe: «Senhor, para quem iremos? Você tem palavras de vida eterna e nós acreditamos e sabemos que você é o Santo de Deus

     A simpática resposta de Pietro tem um aspecto positivo e outro negativo. Positivo é o entusiasmo com que Pedro reconhece o facto de um grupo de homens e mulheres terem escolhido segui-lo e, para isso, terem virado a sua vida de cabeça para baixo e ainda estarem dispostos a segui-lo porque reconhecem a bondade da sua proposta. Negativa é a expressão escolhida por Pedro para apontar a identidade de Jesus: o santo de Deus. É, na verdade, um título messiânico que se refere ao messianismo davídico, que vê no futuro messias um rei poderoso que derrotará o inimigo,  neste caso os romanos, o messias que veio a dominar os pagãos, para impor a lei mosaica. É exatamente a expressão que o homem possuído pelo demônio usava, sempre em Cafarnaum e sempre na sinagoga, como lemos em Marcos 4, 31-37. Nada disso pretende ser Jesus, como vimos. A resposta de Pedro abre questões perturbadoras sobre o futuro da viagem que Jesus fará com os seus discípulos até Jerusalém. 

 


lunedì 29 luglio 2024

DOMINGO XVIII B

 




(Ex 16, 2-4.12-15; Sl 77; Ef 4, 17.20-24; Jo 6,24-35)

Paulo Cugini

 

O discurso de Jesus sobre o pão e o vinho continua e, portanto, uma reflexão sobre o significado da Eucaristia. No domingo passado, os primeiros versículos do capítulo seis nos lembraram como a estrutura humana é caracterizada pela necessidade guiada pelo instinto e como se torna necessário reconhecê-la, para não nos deixarmos dominar e entrar no caminho da liberdade. Hoje o texto continua por. investigando o significado da pesquisa. O texto começa com a multidão à procura de Jesus. Isto deve ser positivo: em última análise, este é o sentido da vida de fé: procurar o Senhor. Na realidade, este não é o caso e Jesus repreende a multidão:

Em verdade, em verdade vos digo: vocês me procuram, não porque viram sinais, mas porque comeram aqueles pães e ficaram satisfeitos.

Há uma busca de Jesus que não é positiva, porque é movida pela necessidade material, portanto pelo desejo de satisfazer-se. Quando as necessidades impulsionadas pelo instinto ainda prevalecem sobre a nossa vida, elas também condicionam a investigação religiosa.

vocês estão me procurando não porque viram sinais.

Jesus faz um gesto, a multiplicação ou partilha dos pães e dos peixes, que contém um significado que deve ser procurado, interpretado, compreendido. Se não forem dados passos no sentido de uma compreensão profunda do sentido da nossa vida, o risco é permanecer num nível superficial da existência, ao nível dos instintos e mover-nos porque somos impelidos pelas necessidades. Jesus situa acontecimentos na história da humanidade e também na nossa existência, que exigem um caminho prévio, aquele caminho de busca de sentido que estimula a dimensão interior, a vida espiritual. É a este nível de profundidade que Jesus quer conduzir-nos para podermos compreender a sua mensagem. Mais uma vez: corro o risco de passar a vida inteira sem compreender nada da proposta de Jesus, pelo simples facto de nunca nos termos dado tempo de sair da esfera instintiva para entrar na da vida interior. Risco de uma vida religiosa material, que responda simplesmente às necessidades instintivas, e não à busca de Deus. O risco é entrar naquele caminho religioso que nada mais é do que a expressão máxima do ateísmo, porque em vez de ouvir a palavra de Deus. mudar de vida e segui-lo, quer submeter o próprio Deus aos seus caprichos, às suas necessidades. E é isso que faz da multidão o protagonista da história de hoje.

Ocupai-vos, não pelo alimento que não dura, mas pelo alimento que dura para a vida eterna, que o Filho do Homem vos dará. Porque o Pai, Deus, colocou o seu selo nele.

Ocupar-se: significa que a busca por um alimento que dure para sempre não é algo espontâneo, natural, mas que deve ser buscado com cuidado e planejado todos os dias. A vida espiritual, o cuidado de si mesmo, da vida interior requer inteligência, disponibilidade, tempo, vontade de mudar, de conformar a nossa vida à de Jesus. Cuidar da vida interior significa disponibilidade para mudar, disponibilidade para deixar-se ser. colocar em discussão a partir do Evangelho para orientar a nossa vida nos passos de Jesus e abandonar aqueles que o nosso egoísmo quer que sigamos.

Disseram-lhe então: “O que devemos fazer para realizar as obras de Deus?”. Jesus respondeu-lhes: “A obra de Deus é esta: que creiais naquele que ele enviou”.

Passar do plano material da vida para o plano interior e espiritual, para garantir que o espírito oriente e guie a matéria, não é fácil e não é pouca coisa. Isto é demonstrado pela conversa de Jesus com a multidão. A pergunta da multidão é sobre o nível da necessidade: perguntam o que têm que fazer. Jesus os reconduz ao campo da fé: a única obra a realizar é a fé, acreditar em Jesus A fé é o dom de Deus que encontra espaço naquele, naquele que abre a sua vida à pesquisa interior. Em Jesus, verdadeiro homem, é visível a harmonia entre as dimensões interiores e materiais da vida. Ele come, dorme, como todos os outros, mas esses dados materiais não são a essência da sua existência que, ao contrário, está inteiramente projetada na busca das coisas de Deus, do Pai-Mãe.

Eu sou o pão da vida; quem vem a mim não terá fome e quem crê em mim nunca terá sede!

O caminho interior como caminho que leva a reconhecer a presença de Jesus na história, presença que enche de sentido a existência e a orienta para o bem, a paz e o amor.