mercoledì 11 marzo 2026

ESTUDO BÍBLICO - JOÃO CAPÍTULO 1

 



 

Anotações de Paolo Cugini

 

Prólogo: 1,1-18

Esta passagem é um ato de amor dentro da totalidade do mistério de Cristo. João provavelmente elaborou sobre um hino cristológico preexistente. Esta passagem deve ser lida em paralelo com o prólogo da primeira carta de João.

1-5 : No princípio. Jesus, como Filho de Deus, preexistia a tudo o que existe. O Filho de Deus, a Palavra e a Luz, já estava ao lado do homem em sua luta contra o mal e o pecado, mesmo antes da vinda do Batista. João torna-se profeta e prediz a vitória final de Jesus: e as trevas não o venceram.

6-8: O Batista é informado sobre quem ele era em relação a Jesus e, portanto, qual era o seu papel. Para a comunidade cristã, o Batista veio como uma testemunha, para dar testemunho da luz. Ele não era a luz. Jesus o define como uma lâmpada acesa (5:35), um homem que é luz para os outros, mas que é luz porque a recebe.

9-14: A Luz preexiste à de João. Essa luz tem três presenças significativas:

1.       Ele estava no mundo, aquele mundo que foi criado por meio dEle. O mundo não O reconheceu: talvez haja uma referência à idolatria.

2.       Ele veio ao encontro do seu povo. Uma clara referência à história da salvação do povo de Israel. A Palavra esteve presente ao longo de toda a história do povo. Há uma referência à desobediência do povo judeu à Lei Mosaica e, portanto, à sua incapacidade de acolher Aquele que é a Palavra. Nem todo o Israel rejeitou Cristo.

3.       Ele se fez homem. O Verbo assume a realidade da nossa humanidade e experimenta a nossa fraqueza. Tenda: simboliza mobilidade, usada por aqueles que estão em jornada. A tenda evoca o Êxodo. Portanto, um novo Êxodo está começando. Jesus é o sim de Deus a todas as suas promessas. Há uma referência à experiência pessoal de João: vimos a sua glória: cf. 1 João 1ss.

15-18 : No Filho Unigênito, os crentes têm a possibilidade de conhecer verdadeiramente a Deus. Se ouvirmos Jesus com fé, ele nos tornará verdadeiros filhos de Deus. A linha da catequese de João é a de sua própria experiência: contemplando o homem Jesus, pouco a pouco, penetraremos no mistério de sua divindade. Subiremos com ele da terra para o céu.

Um Homem Enviado por Deus 19-42

Primeiro dia: 19-28: Por que lhe perguntam se ele é Elias? Porque uma das últimas profecias do Antigo Testamento (Ml 3:23) diz respeito ao retorno de Elias. Falar do profeta em certos círculos era como falar do Messias, razão pela qual o Batista afirma não ser o Profeta. Existe uma tradição que sustenta que o batismo era prerrogativa do Messias. Aqui, o Batista diz que seu batismo é uma preparação para o outro.

Segundo dia: 29-34 : assim como o povo de Israel, o Batista não sabia que o Messias já estava presente. Ele sabia apenas que o conheceria pelo batismo (1:33). Somente na narrativa de João sabemos que o Batista "viu". Segundo Marcos e Mateus, é Jesus quem vê, enquanto em Lucas ele permanece em silêncio. Uma vez que viu, o Batista pode dar testemunho.

O que João Batista diz sobre Jesus? 5 afirmações:

a.        Ele é aquele sobre quem o Espírito repousou e permaneceu.

b.       Ele é quem batiza com o Espírito Santo: o Espírito Santo que nos é dado é uma força santificadora e julgadora. Na primeira comunidade, falar do Espírito Santo significa falar daquele que nos capacita a dar testemunho, porque o Espírito nos faz nascer de novo. O Espírito Santo nos transforma, tornando-nos aptos para a missão.

c.        Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo: cf. Is 53:7-12.

d.       Ele é o Filho de Deus: equivalente ao Messias.

e.        Ele é maior do que eu porque existia antes de mim: Jesus não é apenas aquele que vem depois do Batista, mas é também e sobretudo aquele que o precede, de acordo com as ideias do prólogo.

Terceiro dia. 35-42 : "Seguir" é o verbo da vocação, daqueles que pretendem fazer uma escolha de vida: querem tornar-se discípulos do Senhor. A quem procurais? A pergunta indica uma busca prévia. O Mestre não é alguém que apenas transmite conhecimento, mas alguém que ensina um modo de vida. Por isso, é essencial saber onde Ele habita.

Venham e vejam: ver e observar é uma prerrogativa do discípulo (cf. 1 João 1:1).

André: Ele foi o primeiro a anunciar o Messias. André buscou, viu e encontrou — isto é, compreendeu quem é Jesus — e, por essa razão, o proclama.

Quarto dia. 43-51 : Pela primeira vez, ressoa o imperativo: Segue-me! É Jesus quem escolhe e chama. Para convencer-se de que Jesus é o Messias, as Escrituras por si só não bastam: é preciso visão. Por isso Filipe diz a Natanael: Vem e vê.

A comunidade cristã da época de João entendia que Jesus era o templo de Deus. O cumprimento das Escrituras vai além do que era esperado. A realidade sempre supera as promessas.

 

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