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martedì 14 dicembre 2021

DOMINGO XXV/C

 



(Am 8, 4-7; Sal 113; 1 Tim 2, 1-8; Lc 16, 1-13)

 

Paolo Cugini

1. Sempre procuramos, pelo menos as pessoas que estão buscando uma vida de fé mais autentica e verdadeira, a essência da vida cristã, aquilo que mesmo deveria ser o foco, o eixo da caminhada, mas nos perdemos em mil riachos laterais sem nuca chegar ao rio. Isso é visível não apenas em nós, mas também em pessoas que há tempo estão no Caminho. Passamos o tempo inventando projetos, organizando eventos, ficando às vezes angustiados porque não saíram do jeito que a gente quis ou, pelo menos, tinha esperado. O tempo vai passando e nós ficando com um punhado de moscas nas mãos, nos questionando se a vida cristã é assim mesmo ou se deveria ser diferente. O grande perigo, nesta fase de angustia, que pode se protelar a vida toda, é ficar repetindo os mesmos erros, as mesmas situações. Quando a insegurança toma conta da gente, ficamos até com medo de pensar, de ousar algo de novo para não sermos criticados, julgados, dedados. Vivemos, assim, uma vida em defesa, sem élan nenhum, sem empolgação. E aqui vem o questionamento das leituras de hoje: o Espírito Santo que recebemos no Batismo e continuamos recebendo nos sacramentos, deve produzir esta vida segura, monótona, rotineira, ou tem algo a mais?

 

2. E o Senhor elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza. Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos dos filhos da luz” (Lc16, 8).

A parábola que Jesus narra no Evangelho de hoje termina com uma moral, que tão moral não parece. Porque será que Jesus elogia a esperteza do administrador desonesto? Além do mais, porque Jesus elogia uma pessoa desonesta: não é uma grande contradição perante tudo aquilo que ele vem pregando de amor, respeito e tudo mais? Na realidade, se prestarmos bem atenção às palavras de Jesus, Ele não elogia nem a desonestidade nem a esperteza, mas sim a criatividade do homem. De fato, o protagonista da Parábola, usou ao maximo a própria inteligência para se sair bem de uma situação que tinha tudo para ser ruim pra ele. Esta historia traz pra nós um grande ensinamento. O questionamento que Jesus traz por dentro da comunidade dos discípulos, entre os quais estamos hoje também nós, é este: o que estamos fazendo da Palavra de Jesus e do Seu Espírito Santo? O Espírito Santo em Jesus agiu de uma forma que progressivamente transformou toda a sua humanidade em amor, doação, partilha. Alem do mais, o Espírito em Jesus o levava a criar continuamente novas situações para que o reino de Deus fosse anunciado. O exemplo mais claro são as parábolas que ele inventava para chamar á atenção do povo e, assim, induzi-lo a pensar, refletir sobre a própria vida, se converter á Cristo. A verdade do Espírito Santo que Em Cristo agiu desta maneira e que Ele entregou pra nós em cima da cruz (cf. Jo 19, 30), não pode ser desperdiçado, mas deve gerar continuamente amor e, sobretudo, de uma forma criativa. O problema, então, é esse: porque somos tão resistentes á ação do Espírito Santo? O que em nós está bloqueando o Espírito Santo, impedindo que invente algo de novo? Porque somos tão passivos, renunciatarios e preguiçosos a ponto de prejudicar a obra criativa de Deus? Varias poderiam ser as respostas: vou apontar somente algumas.

Em primeiro lugar, aquilo que atrapalha a ação do Espírito Santo na nossa vida é o medo. Este medo se manifesta de muitas formas e maneiras: medo que o outro não goste de nós; medo de dizer algo que fere os outros; medo de não sermos aceitados. Ficamos trancados em nós mesmos para não correr o risco de ficarmos ofendidos, de sofrer por causa de uma magoa: a que ponto chega o nosso egoísmo, não é? E assim perdemos a ocasião de experimentarmos o prazer e a felicidade de uma vida diferente, uma vida de doação aos irmãos e as irmãs, uma vida fora da rotina corriqueira, mais criativa e dinâmica. É o dinamismo do Espírito que impulsiona a nossa vida a criar situações sempre nova para permitir a graça e Deus de moldar a humanidade através da nossa disponibilidade. É a força daquele mesmo Espírito que levava Jesus a enfrentar com coragem os poderosos do tempo, que deve agir em nós para não ficarmos calados perante a injustiça que encontramos no mundo, mas sim inventarmos novas situações para que o povo mais simples possa viver num mundo mais justo e solidário. Somos passivos porque amedrontados daquela diferença qualitativa que o Evangelho nos apresenta e que em Jesus se tornou bem visível. Tememos o julgamento dos amigos, dos colegas, até dos familiares e, por causa disso recuamos, voltamos atrás, preferindo a tristeza da vidinha medíocre da massa, á grande felicidade dos poucos discípulos de Cristo. O cara, deixa de frescura e segue a Jesus: tá?

 

3. Usai o dinheiro injusto para fazer amigos... Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Lc 16, 9.13b).

Como é que se manifesta esta novidade, esta criatividade que o Espírito deveria realiza em nós? O exemplo que Jesus traz é em referencia ao nosso relacionamento com o dinheiro. Estes últimos versículos do Evangelho de hoje expressam, de uma forma contundente a economia de Jesus, a teoria econômica que sai com força das paginas do Evangelho. O dinheiro é sempre injusto: esta é a sentença clamorosa e, ao mesmo tempo escandalosa de Jesus.  È claro que não é a qualquer dinheiro que Jesus se refere, o dinheiro que serve para comprar o pão, os remédios, e tudo aquilo que necessita para manter a nossa vida. O dinheiro é injusto quando é acumulado, guardado nos cofres dos bancos, porque este é todo dinheiro tirado do povo, que gera desigualdade e pobreza. Em um mundo ganancioso como é aquilo no qual vivemos, esta proposta de Jesus, que o Espírito Santo deveria produzir na nossa vida real, parece como uma verdadeira provocação. Na realidade, ou seja, na Verdade do Evangelho, esta é exatamente a diferença, a diversidade que o Evangelho, impulsionado pela ação do Espírito Santo, deveria realizar no meio de nós. Vida despojada porque Cristo se despojou de tudo para dar a nós o tudo de Deus.  Vida simples, despojada, porque é o amor de Deus que é derramado em nós pelo Espírito (cf. Rom 5,5) e isso nos basta, é suficiente para vivermos. Só o Espírito Santo pode impelir em nós idéias tão revolucionarias e ousadas como estas pra deixar de queixo aberto todos aqueles que vivem mergulhados no egoísmo do mundo. E nós, então, passamos fechando a boca deles, convidando-os a não desperdiçar a própria única vida se apegando aquilo que passa, mas se doando totalmente aos irmãos e as irmãs, sobretudo mais pobres, para conseguirmos um tesouro no céu, tesouro que sem duvida ninguém vai roubar (nem os políticos corruptos que andam nas nossas cidades).

 

Pe Paolo Cugini, Tapiramutá-BA

 

 

sabato 6 ottobre 2018

EVANGELHO DE LUCAS CAPITULO 16




Estudo Bíblico para CEBs

1-13. Usem o dinheiro injusto para fazer amigos: O dinheiro é injusto quando é fruto de acumulação, quando é roubado. No Evangelho o dinheiro acumulado é sempre injusto porque é tirado de quem precisaria. Quem tem dinheiro é para partilhar.

Fazer amigos: que são estes? São os pobres. Quem tem dinheiro de sobra é para dar aos pobres porque serão eles que nos acolherão no Reino dos Céus.  Quem passa a vida acumulando dinheiro está perdido, está construindo o próprio fim.

Se vocês não são fieis no uso do dinheiro injusto: o dinheiro é injusto quando é acumulado, pois o dinheiro acumulado deixa sem nada alguém. A fidelidade a este dinheiro injusto consiste em partilhá-lo com os pobres.
Verdadeiro bem: a vida eterna;
Você não podem servir a Deus e ao dinheiro. Jesus não está falando contra o dinheiro que serve para se manter, para manter uma família; Jesus está criticando todos aqueles que passam a vida acumulando dinheiro, porque o dinheiro acumulado é tirado das pessoas que precisam. É uma radical critica a toda forma de injustiça social: é absurdo que tenha pessoas com um monte de dinheiro e outras passando fome. Na perspectiva do Reino de Deus ninguém deve passar fome: este era o estilo da primeira comunidade (Atos 4,32-37). É por esta razão que a igreja Católica atual critica o modelo econômico neoliberal adotado pelas grande economias do mundo (entre elas o Brasil) porque está criando um mundo desigual, aumentando o fosso entre ricos e pobres. Nestes versículos Jesus condena toda forma de riqueza material, por isso em outro texto Jesus declara que é difícil um rico entrar no reino de Deus (Mc 9, 23-27).

14-18. O que é importante para os homens é detestável para Deus: os homens gostam de dinheiro e de poder, enquanto Deus gosta dos pobres e dos humildes. Cabe a nós de que lado queremos ficar. Quem passa a vida puxando o saco dos poderosos do mundo não está do lado de Deus.
O versículo 18 confirma a lei contra o divorcio, contra a tentativa dos fariseus de amenizá-la. O matrimonio é por toda a vida.

19-31. Parábola fantástica! Não basta falar de pobres para ficar do lado de Deus, é necessário abraçar a pobreza evangélica, que consiste em não acumular e partilhar com os pobres. Quando a Igreja faz isso é crível.
Tudo aquilo que os pobres sofrem aqui na terra por causa das desigualdades, serão recompensados nos céus. Pelo contrário, todos aqueles que aqui na terra levam uma vida boa, acumularam dinheiro e bens tirando da boca dos pobres, na vida futura ninguém irá tira-los do inferno. Esta parábola é uma verdadeira sentença.
Como podemos entender o caminho que Jesus nos proporciona sem nos deixar desviar das ilusões do mundo? A resposta está no versículo final: se eles não escutam Moisés e os profetas. É a Palavra de Deus que orienta a nossa vida e nos ajuda a destruir as ilusões do mundo. Por isso precisamos manter um contato constante com a Palavra de Deus se não quisermos nos perder.