sabato 7 luglio 2018

ATOS DOS APOSTOLOS CAPITULO 4





Estudo Bíblico para CEBs

Pe Paolo Cugini
1-7. A pregação de Pedro tem uma dúplice conseqüência. De um lado provoca a conversão de muitas pessoas: “muitos dos que ouviram a Palavra abraçaram a fé”. É a pregação da Palavra que provoca a conversão das pessoas. Esta idéia se encontra também em Paulo (Rom 10,17). Do outro lado a mesma pregação provoca a ira dos chefes religiosos que se incomodam da atitude e das palavras de Pedro e João.

8-12. Perante o questionamento dos chefes religiosos Pedro não perde a ocasião para anunciar o Evangelho de Jesus com uma segurança e firmeza que chamou atenção.
Não há debaixo do céu outro nome dado aos homens pelo qual devemos ser salvos” (12). É isso que Pedro entendeu ao longo dos anos de discipulado e é isso que ele anuncia com tanta firmeza. A vida se decide na posição que tomamos perante o nome de Cristo. Por isso a pregação do Evangelho se torna a grande preocupação dos apóstolos e deve se tornar sempre mais a preocupação da Igreja.

13-17. Os chefes religiosos do povo hebraico ficaram admirados com a sabedoria dos apóstolos que não tinham formação cultural nenhuma. Este é um dado que precisa ser salientado. Existe uma sabedoria humana e uma sabedoria que vem de Deus, que não é fruto de estudos, mas é dom do Espírito. É desta sabedoria que Pedro e João eram recheados e é desta sabedoria que o mundo precisa.

18-22. “Não podemos nós deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos”. A experiência dos apóstolos não é uma fantasia, mas é real, pois golpeou os sentidos humanos: vimos e ouvimos. Se a nossa evangelização na comunidade é ainda fraca, talvez o motivo seja isso mesmo: a nossa experiência de Deus ainda não golpeou os nosso sentidos, mas parou em lembranças do passado, em historias fantasiosas sobre Deus, que nunca tiveram a confirmação da Palavra de Deus e, sobretudo, nunca foram avaliadas por uma experiência espiritual com Deus.

23-31. Os discípulos junto com os cristãos da primeira comunidade interpretam os acontecimentos recentes à luz da Palavra iluminados pelo Espírito Santo. Para eles a perseguição que está acontecendo por obra dos chefes religiosos é aquilo que já Davi tinha anunciado no salmo 2. Esta é uma indicação importante para interpretar a Palavra de Deus. Os discípulos percebem que a vida de Cristo, a sua presença na história se torna o critério para ler os passos do Antigo Testamento. É desta forma que de agora em diante devem ser lidas as paginas do Antigo Testamento, ou seja, como algo que ajuda aprofundar o sentido da pessoa de Jesus Cristo.

32-37. É mais um relato da vivencia da primeira comunidade cristã. A presença e o acolhimento do Espírito do Senhor no meio dos apóstolos produzia uma vida de comunhão e unidade, além de um desapego das coisas materiais. “Não havia entre eles necessitados alguns”. A verdade da nossa fé no Senhor é a possibilidade de criar sociedades solidárias e justas.




lunedì 2 luglio 2018

EVANGELHO DE LUCAS CAPITULO 2




Estudo Bíblico para CEBs
Pe Paolo Cugini
1-20. Nestes versículos é lembrada a origem pobre de Jesus, que nasceu de uma família pobre e numa cidade pobre. De fato, Jesus não nasceu na capital, Jerusalém, mas sim na periferia, em Belém, que era uma cidade onde moravam os pastores que não podiam morar em Jerusalém por causa do fedor deles. Os pastores era uma categoria de pessoas excluída, discriminada. Deus decide que o próprio filho não nascerá na capital, mas a periferia, no meio dos pobres e excluídos, e não entre os ricos e poderosos. Este será um dado que perpassa todo o Evangelho de Lucas.

21. A circuncisão era um rito de entrada no povo de Israel, que corresponde ao nosso batismo. Sendo que consistia num corte no pênis, é claro que as mulheres eram excluídas. O batismo de Jesus, será uma verdadeira revolução cultural e religiosa.

22-38. Os pais de Jesus, José e Maria, eram pessoas piedosas, faziam tudo conforme a Lei de Moisés.
Simeão profetiza que Jesus será sinal de contradição: quer dizer isso? As palavras do velho Simeão revelam o sentido da vida de Jesus, que não veio para agradar as pessoas, mas sim para dizer e mostrar o Caminho da Verdade. Jesus trouxe a paz para todos e todas os seus discípulos, ou seja, para todas as pessoas que se decidem por Ele; ao mesmo tempo, porém, Jesus trouxe o fogo no mundo, ou seja, por toda aquela realidade que não acredita nele e que resiste à sua pregação. Sempre Simeão não esconde o sofrimento que deverá enfrentar a sua mesma mãe Maria: “uma espada traspassará a tua alma”. Seguindo Jesus a Igreja é chamada a ser no mundo sinal de contradição, desmascarando toda forma de corrupção, de maracutaias: só assim será profética e permitirá que a Verdade de Deus conquiste os corações.

41-49. O episodio narrado somente em Lucas mostra o desenvolvimento da consciência de Jesus e a busca do sentido da própria vida. Jesus busca conhecer a vontade do Pai: é isso que deveriam fazer os pais, ou seja, criar uma situação tal que permita aos filhos de descobrir a própria vocação. A nossa felicidade depende da descoberta e da vivencia da nossa vocação: tudo aquilo que como família e comunidade fazemos por isso é positivo.

51-52. A postura de Maria é importante: ela guardava tudo no seu coração, ou seja, não passava nas casas contando a própria vida e dos outros. A vida escondida e secreta é típico das pessoas que buscam a gloria de Deus e não aquela do mundo.


EVANGELHO DE LUCAS CAPITULO 3



Estudo Bíblico para CEBs
Pe Paolo Cugini
1-3. A insistência de Lucas sobre os homens políticos daquele tempo é para salientar que Jesus Cristo não é uma invenção literária, mas o Filho de Deus veio ao mundo mesmo, se fez carne em um momento histórico preciso. Por isso estes dados históricos são importantes: para situar com clareza o momento preciso da vinda de Cristo na história.

4-18. A pregação de João Batista é muita dura e radical: o objetivo é provocar a conversão dos ouvintes. Citando Isaias, João Batista se coloca na tradição profética e, ao mesmo tempo, se identifica com a personagem que no A.T. era designado para preparar o cominho do Messias.
“Que devemos fazer?”. A dura pregação de João Batista surtiu efeito. De fato as pessoas se questionam e se colocam a disposição para uma mudança. A pergunta: que devemos fazer? É a pergunta da fé, da confiança em Deus, que acusa o pecado, mas ao mesmo tempo prepara caminhos de salvação.
“Quem tiver duas túnicas reparta-as”. As respostas de João Batista aos interlocutores mostram que o caminho da conversão acontece dentro da própria experiência de vida. Se quisermos nos converter de verdade, devemos concentrar a nossa atenção naquilo que estamos vivendo. A verdade do nosso seguimento a Jesus, da nossa adesão ao Evangelho, se demostra na maneira de viver no dia a dia.

Batismo com água é o batismo pregado por João Batismo, que exige uma mudança de vida, de atitude: consiste no esforço de tirar o mal da nossa vida. O Batismo no Espírito trazido pro Jesus consiste na acolhida do dom de Deus que vem do alto, que transforma a nossa humanidade. Estes versículos nos revelam que a mudança da nossa vida depende um pouco de nós, mas, sobretudo é fruto da ação de Deus que age na nossa vida somente se quisermos.

23-38. A genealogia é na linha do valor que Lucas dá aos dados históricos para mostrar que Jesus é uma personagem históricas e não uma invenção literária. Porque Lucas insiste nisso? Porque ao tempo de Lucas, mais ou menos os anos Oitenta do primeiro século da era cristã, alguns difundiram a noticia que Jesus era só um espírito e nada mais. No Evangelho de Lucas o mistério da Encarnação, ou seja, de Deus que se faz homens e entra na história, é documentado não apenas com dados históricos, mas também com uma genealogia, uma serie de nomes que demostram o parentesco de Jesus, que não era um anjo descido do céu, mas sim, um homem em carne e osso.


EVANGELHO DE LUCAS CAPITULO 4



Estudo Bíblico para CEBs
Paolo Cugini
1-13. Toda a vida de Jesus é mergulhada no silencio. Dos 12 anos de idade até os trinta não temos noticias sobre a sua vida: silencio. Aos trinta anos, antes de iniciar a sua atividade publica, Jesus transcorre 40 dias no deserto. Quer dizer isso? Talvez seja este silencio profundo que Jesus buscou continuamente também ao longo dos três anos de atividade publica, o segredo da sua serenidade, da sua clareza de intenções. No deserto Jesus é tentado pelo satanás revelando assim a própria humanidade e o caminho para permanecer ao plano de Deus. A primeira tentação é o desafio de controlar a vida instintual. O homem e a mulher que não conseguem controlar os próprios instintos são condenados a uma vida de escravidão. O mesmo discurso vale pela tentação do poder e do dinheiro que futuca as pessoas ao longo da vida, em busca de uma vida fora do alcance de Deus e acima de Deus. É isso que a segunda e a terceira tentação tentam estimular: uma vida autossuficiente, independente de Deus. Se libertar destas tentações é o grande desafio da vida espiritual, pois as tentações nos acompanham ao longo de toda a vida.
14-21. Jesus começa a sua atividade publica numa sinagoga explicando a Palavra de Deus: será esta a grande caraterística da sua missão. Jesus é o Mestre que nos ensina os mistérios de Deus, que nos explica a Palavra. Neste trecho Jesus se apresenta como a chave de intepretação do Antigo Testamento: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura”. Jesus, a sua pessoa, os seus gestos e as suas palavras são o cumprimento, a realização de tudo aquilo que está escrito na Lei: de agora em diante é necessário prestar atenção a Ele, ao seu ensinamento. Esta frase de Jesus é uma grande indicação por todos aqueles que querem aprender a amar a Palavra: deve ser lida a partir de Jesus, pois sem Ele, torna-se incompreensível.

22-30. A reação do povo perante estas afirmação de Jesus é dura e não poderia ser diferente, pois Jesus tinha modificado de uma vez o sentido que o mesmo povo dava da Palavra. A tentação é de resistir à força da Sua Palavra e de julga-lo. O texto nos convida a ter paciência, a acompanhar a ação de Jesus até o fim.

31-37. A Palavra de Jesus manda sobre os demônios do mundo e as pessoas ficavam admiradas com o seu ensinamento porque não era apenas um papo, mas se realizava em atos concretos como a cura de um possuído. E as pessoas se questionam perante a sua identidade: quem é este homem? Este questionamento é importante e deve sempre acompanhar também a nossa caminhada.

38-41. Nestes poucos versículos é narrado um dia típico de Jesus, um dia feito de tantos encontros, sobretudo com pessoas doentes que cobram uma cura. A vida de Jesus é muito dura, pois a cobrança em cima dele é constante.

42-44. Como Jesus conseguiu lidar com tamanha cobrança sem se esgotar? É na oração, no dialogo constante e prolongado com o Pai que Jesus encontrava a força para enfrentar a luta do dia a dia e, sobretudo, para fugir da tentação do poder.

EVANGELHO DE LUCAS CAPITULO 5





Estudo Bíblico para CEBs
Paolo Cugini
1-11. A multidão estava ao redor de Jesus para ouvir a Palavra de Deus. É muito bonita esta imagem porque relata aquilo que Jesus era acostumado a fazer: anunciar a Palavra de Deus: é por isso que as multidões de pobres o seguiam. Existe toda uma humanidade sedenta de palavra de Deus, de Palavra de Vida: é isso que a Igreja, a comunidade deve fazer: anunciar, explicar a Palavra de Deus.

Na dinâmica da pesca milagrosa é importante salientar que o milagre acontece porque Pedro obedece à Palavra de Jesus contra qualquer evidencia. “Assim fizeram e apanharam tamanha quantidade de peixes”. Os discípulos fizeram exatamente aquilo que Jesus pediu. Na nossa vida muitas vezes não acontece nada porque queremos fazer tudo da nossa cabeça, sem nos importar daquilo que vem de Deus. O gesto de Pedro e as suas palavras são emblemáticas, pois manifestam a verdade do encontro com o Senhor. O encontro com Deus, quando é autentico, provoca a tomada de consciência do nosso pecado: “Senhor, afasta-te de mim porque sou um pecador”. Deste encontro e desta tomada de consciência nasce a vocação, o chamado: “De hoje em diante você será pescador de homens”.

12-16. Perante o sucesso Jesus não aproveita, mas se retira, porque ele não buscava a gloria dos homens, a gloria do mundo, mas sim a gloria de Deus. Jesus vive uma vida escondida do mundo porque está totalmente satisfeito e preenchido com a gloria que ele recebe do seu Pai.

17-26. Jesus é Deus, é isso que estes versículos querem nos mostrar, porque Jesus age como Deus: cura e perdoa os pecados. Significativa é a atitude dos fariseus, que apesar de presenciar milagres impressionantes, continuam questionando Jesus e a sua ação. Quem tem um coração duro não consegue perceber a presença de Deus na história.

27-32. Jesus chama para ser discípulos quem ele quiser: é a liberdade do Reino de Deus. Liberdade que incomoda as pessoas acostumadas a medir a vida dentre parâmetros preconceituosos, como é o caso dos fariseus que questionam mais uma vez as escolhas de Jesus.

33-39. O vinho novo do Evangelho exige barris novos, ou seja, pessoas novas, renovada para acolher esta grande novidade. Jesus está dizendo isso para os fariseus que, ao longo de todo o capitulo ficaram questionando-o. Jesus explica o motivo da incapacidade deles de entender a sua palavra e as suas atitudes: o coração duro, a indisponibilidade para conversão. Somente um coração humilde consegue fazer espaço para grande novidade do Evangelho.

EVANGELHO DE LUCAS CAPITULO 6



Estudo Bíblico para CEBs
Paolo Cugini
1-11: A polemica de Jesus com os fariseus sobre o tema do sábado é muito importante. O sábado era  o dia do descanso de Deus na primeira criação. O pecado de Adão estragou o projeto bonito de Deus. Jesus nestes dois trechos mostra o sentido autentico da Lei, que é aquela de servir o homem, a mulher e por isso a Lei de Deus nunca é fim a si mesma. Jesus é o homem novo que veio inaugurar a Nova Criação, por isso ele é o Senhor do sábado, pois revela o sentido profundo desta instituição, além de manifestar publicamente que ele mesmo é Deus. A verdade de tudo isso será manifestada no dia da Ressurreição de Jesus, que marcará também o sentido do sábado. De fato, sendo Jesus ressuscitado no domingo de madrugada, será o domingo o dia do Senhor na Nova Criação e não mais o Sábado da Antiga criação.

12-16. Nos momento importante da vida, Jesus antecipa as decisões com um momento prolongado em oração. Neste trecho é narrada a escolha dos doze discípulos, que é antecipada de uma noite em oração. É sem duvida um grande ensinamento para nós. Perante as decisões importantes da vida, em vez de endoidar é bom apreender a entregar tudo nas mãos de Deus.

17-36. A verdade da nossa busca do Reino de Deus deve ser visível na vida corriqueira. A que adianta que pra nós Deus é tudo se depois passamos o tempo acumulando terras, dinheiro, construindo mansões? Por isso Jesus declara bem aventurados os pobres, porque se aqui na terra são injustiçados, Deus dará para eles o Reino de Deus. Aqueles que aqui na terra buscam a vida boa sofrerão as penas do inferno na vida futura. Aqueles que aqui na terra sofreram por causa das injustiças dos poderosos do mundo serão colocados lá em cima no Reino de Deus. Esta é a justiça de Deus.
Amar os inimigos, assim como Jesus pede neste trecho, é o sinal da nossa liberdade e da nossa confiança em Deus e não nas nossas forças. Se não quisermos ser afetados do mal produzido pelo ódio dos nosso inimigos, precisamos seguir as indicações de Jesus que nos convida a rezar por eles até o ponto de chegar à ama-los: é mole?

36-45. A essência da vida cristã é a misericórdia, o perdão. Quem não é capaz de perdoar, de dar o braço a torcer é porque não tem Deus no coração. Se frequentamos a Igreja é para abastecermos a nossa alma do amor daquele Senhor Jesus que em cima da cruz teve palavras de misericórdia para os seus algozes.

46-49. A pessoa é sabia e inteligente quando aprende a dedicar tempo á própria formação espiritual e humana: isso exige tempo e dedicação. Quem ,pelo contrário, é apenas preocupado pela aparência, com aquilo que os outros pensam e dizem, gastará o tempo a enfeitar o externo e a vida dele será como uma casa construída em cima da terra, que o primeiro vendaval a derruba.

venerdì 30 marzo 2018

HOMILIA PASCAL





(At 10,34.37-43; Col 3,1-4; Jo 20,1-9)


1.Páscoa, como ouvimos na primeira leitura da Quinta feira santa, quer dizer “passagem”. Nesta passagem Deus passa para salvar a humanidade do pecado e, no dia de Páscoa, nós lembramos a passagem que Jesus realizou para passar deste mundo de morte para o Reino de Deus, que é o Reino da vida verdadeira.
“Jesus ressuscitou!” É este o grito que a liturgia de hoje proclama. Não podemos procurar Jesus entre os mortos, pois Ele está vivo, ressuscitou! E, agora, o problema é nosso: como reconhece-lo?

2. Uma primeira resposta a encontramos no Evangelho de hoje: “Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu e acreditou” (Jo 20,8).
Pedro e João, no primeiro dia da semana depois da morte de Jesus, correram para o túmulo para avaliarem as palavras assustadoras de Maria Madalena que, de volta do túmulo, tinha anunciado que o corpo de Jesus tinha sumido. Os dois chegaram ao túmulo, viram “as faixas de linho deitadas no chão e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar a parte”( Jo 20,6-7), e João, vendo isso, acreditou. O problema é: porque João acreditou? O que foi determinante para João, para vislumbrar naqueles panos deitados no chão e naquelas faixas de linho, a presença de Jesus, a certeza que Ele estava vivo?
Acho que, a resposta a esta pergunta, se encontra no mesmo texto do Evangelho de hoje ao versículo dois, aonde está escrito: “Então ela saiu correndo e foi encontrar Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava” (Jo 20,2).
No quarto Evangelho, João é apresentado desta forma: o discípulo que Jesus amava. Acho que seja esta a característica que o Evangelho aponta como necessária para reconhecer Jesus vivo, presente na historia, na companhia dos homens e das mulheres de hoje: o amor. E amor quer dizer relação. Em qualquer relação amorosa precisa do corpo. Na estrutura antropológica do homem, conforme a visão bíblica, o corpo participa da mesma vocação da pessoa, junto com a alma. Isso vale também na experiência espiritual. È por essa razão que Jesus, antes de morrer, ofereceu para os seus discípulos, os sinais da sua presença depois da morte e ressurreição: “Tomai e comei, este é o meu corpo... Tomai e bebei este é o meu sangue” (Lc 22,14). Sendo que a corporeidade é essencial na experiência cristã, isso quer dizer que não existe experiência religiosa autentica a não ser na Eucaristia e na Igreja, que Paolo chama “Corpo de Cristo”. Amar exige um corpo, uma presença e uma freqüência. Nós não somos anjos, mas homens e mulheres que, para amar, precisam deste dois elementos fundamentais: o corpo e o tempo. Para que o amor não se torne platônico, pura ilusão e evasão da realidade, devemos constantemente fazer a experiência do amado. Então, tudo o tempo que passamos na oração e na meditação da Palavra de Deus é tempo que fortalece o nosso amor para Jesus. É com esse amor que podemos entrar na historia cotidiana, para reconhecermos os sinais da sua presença. Sendo que somos pessoas amadas pelo Pai, Deus em Jesus se manifesta a cada um e a cada uma de nós de uma forma especial, particular. Os sinais que Jesus coloca na minha vida, não são para qualquer pessoa, mas para mim. Deus mi ama como se eu fosse o único para Ele. Este dato fundamental da experiência religiosa cristã, não é individualismo ou egoísmo, mas a consciência profunda da dinâmica da experiência religiosa, que nunca é genérica, mas sempre pessoal. Se nas nossas comunidades encontramos  muitas vezes tanta frieza, é porque os lideres não vivem o relacionamento com o Senhor como um relacionamento de amor, com tudo aquilo que necessita neste relacionamento: tempo, dedicação, atenção. A Igreja será sinal da presença do ressuscitado no mundo somente se cultivará entre os seus fieis o amor a Jesus, que nos leva a amar os irmãos e as irmãs de caminhada, pois reconhecemos neles a presença do ressuscitado. Sempre nessa linha não é um caso que a Bíblia termine com a imagem do Cordeiro imolado e da Igreja, do Esposo com a Esposa. É este relacionamento profundo que o tempo pascal nos convida resgatar, para que a nossa vivência na Igreja não seja apenas material- a assunção de tarefas- mas antes de mais nada a expressão de um intenso relacionamento de amor com Jesus ressuscitado.

3. Como podemos verificar se a nossa experiência de fé é  fruto do encontro com o ressuscitado?
É são Paulo que, na Segunda leitura de hoje, nos oferece uma indicação bem clara.
“Pois vós morrestes, e a vossa vida está escondida, com Cristo, em Deus” (Col 3,3).
É importante salientar logo, que Paulo  está falando para uma comunidade como a nossa. Isso quer dizer que, pra são Paulo, a vida cristã é vida no escondimenento, ou seja que aquilo que caracteriza o estilo de vida dos cristãos é a vida escondida, como fruto da morte ao pecado.  Os cristãos, pelo fato que seguem o ressuscitado, buscam as coisas do alto, que são invisíveis aos olhos da carne. A verdade desta vida escondida com Cristo em Deus, está no desapego as coisas do mundo, no despojamento. Se o mundo exerce ainda uma atrativa sobre de mim, isso quer dizer que o Ressuscitado na minha vida é ainda uma teoria, uma teologia, uma letra que ainda não se fez carne. Pelo contrario a intensidade que colocamos na busca das coisas de Deus, a força e a determinação da nossa resposta pessoal, são sintomas claríssimos de  um encontro que modificou profundamente, substancialmente a nossa existência. Jesus é a totalidade cuja presença preencheu o universo de  sentido e, quem o encontra, não deseja mais nada que esteja além da sua proposta.
Sempre neste versículo que estamos comentando, Paulo mostra como é que se torna possível uma vida escondida em Deus. “Pois vós morrestes”: o cristão é um homem morto, que participa sacramentalmente da morte de Cristo ao pecado. Este é o primeiro fruto do encontro com o ressuscitado: o desprezo do pecado e a luta extrema para extirpar o pecado da própria vida. Esta morte ao pecado é ao mesmo tempo um dom e um compromisso. É de fato, um dom de Deus, que através da ressurreição doe seu Filho Jesus, destruiu definitivamente a força do pecado; mas é ao mesmo tempo um compromisso de cada um de nós, pois a nossa natureza permanece sensível a atraída pelo pecado. Exultando no dia de Páscoa pelo grande prodígio que Deus realizou em seu Filho Jesus, ressuscitando-o da morte, devemos ao mesmo tempo exultar por ter-nos oferecido o caminho autentico da salvação. Caminho que, com a força do Espirito Santo, somos convidados a percorrer todos os dias. É nesse caminho que poderemos devagarinho contemplar na nossa vida, os benefícios da Ressurreição de Jesus.

4. Que o Senhor Jesus acompanhe a nossa caminhada neste tempo pascal, para que em nós e através de nós, possa se manifestar a gloria de Deus.


Tapiramutá, 16.4.2006                                                                       Pe Paolo Cugini




giovedì 8 marzo 2018

SALMO 27 0 SENHOR É MINHA LUZ E SALVAÇÃO: DE QUEM TEREI MEDO?




Paolo Cugini

Crer significa ter confiança no Senhor mais de quanto se tem medo do mundo o da vida dos outros ou de nós mesmos. A fé não somente algo que se refere ao conhecimento, mas é uma atitude que envolve toda a nossa pessoa, a nossa existência. O salmo que acabamos de ler descreve a luta entre o medo e a esperança.
O protagonista deste salmo parece uma pessoa ameaçada, com um grande medo no profundo do coração: é rodeado de adversários; é acuado por falsos testemunhos; é oprimido da violência e enxerga os seus adversários como fera ferozes. Porém parece um homem de grande fé e reage perante estas ameaças com uma fé inquebrantável(cf. v.1). Começa assim e depois procura o templo para rezar. Somente ao fim da suplico tudo parece voltar a tranqüilidade.

Primeira parte do salmo
Quando uma pessoa tem fé não pode acontecer nada que possa perturbar a própria caminhada[1]. Ninguém pode destruir a vida de quem está protegido por Deus. Se tivesse que me confrontar com as forças do mundo seria tomado imediatamente do medo. Sendo, porém, que Deus é o meu Deus, para mim é luz, salvação e defensa: por isso que todas as ameaças não são capazes de afetar a minha confiança.
O relacionamento entre Deus e a luz é tradicional em todas as religiões e se encontra muitas vezes na Bíblia[2]. Do ponto de vista a vida pode ser rodeada de trevas. Não percebemos muito onde estamos, aonde estamos indo e o sentido das experiências que vivemos... Porém “O Senhor é minha luz”. As vezes parece que a vida foge do nosso controle, que a tristeza tomem conta da nossa vida, mas “ O Senhor é a minha luz”. Se os inimigos me rodeiam de todos os lados e eu não tenho defensas que possam proteger, porem “O Senhor é a minha fortaleza”, uma fortaleza construída em lugar inalcançável, aonde os inimigos não podem chegar.

vv. 2-3: existe claramente uma realidade interior de medo contra a qual estamos combatendo e da qual procuramos nos defender através do Senhor. Aqui percebe-se bem que no contraste o Senhor nos oferece a possibilidade de aprofundar e amadurecer o dialogo com Ele.
Esta defensa é algo de concreto. Quando o salmista fala de fortaleza talvez a referencia seja Jerusalém, pois ele é construído sobre um morro. Por definição o templo tem o direito de asilo, quem entra é protegido, é um lugar defeso pelo Senhor. Por isso o templo se torna a imagem da proteção de Deus
v. 4:“Pedi uma só coisa ao Senhor”: então devo pedir aquilo que é mais essencial. O salmo 16 do Levita fala que quando a terra foi dividida entre as tribos de Israel a ele tocou AP arte melhor, pois não recebeu nenhuma terra, pois a parte melhor é ser sem terra e ter em seu lugar Deus. A tribo de Levi é sem terra porque a sua herança é o Senhor, tem somente o Senhor como segurança e proteção para viver. O nosso salmista pede somente uma coisa: não a força militar nem as riquezas econômicas, mas a comunhão com o Senhor, o templo como plenitude de vida e de experiência, onde é possível contemplar a beleza de Deus. Isso quer dizer eu a experiência do templo é como fazer a experiência de uma teofania. O salmista por isso deseja morar na casa do Senhor todos os dias da sua vida. Se o Senhor nos aceita então nós faremos a experiência da liberdade e da alegria. O Senhor se torna o amparo, a rocha sobre a qual edificar a própria segurança. Somos radicalmente fracos e por isso precisamos nos agarrar á alguém para podermos viver com confiança.
vv. 5-6: Minha cabeça se ergue: isso quer dizer que não vivo mais no medo; a segurança que recebo de deus me oferece dignidade e liberdade. Os inimigos aparecem agora sem força sem a capacidade de ameaçar.
Sacrifícios de louvor: são os sacrifícios do ter’uah, que era o grito de guerra[3]; quando se ataca o adversário se começa com um grande grito que serve a tomar coragem e, ao mesmo tempo, a espantar os inimigos. Este grito se torna uma oração, uma expressão litúrgica. Temos medo, mas temos fé em Deus, como salvação, luz e defesa, proclamamos a segurança e a fé sem ambigüidade.

Segunda parte do salmo
vv. 7-8. Chegamos ao templo e deixamos expressar o medo que aperta o nosso coração. O nosso grito é uma oração que dirigimos ao Senhor, é dirigido por alguém que sabemos que escuta. Reconhecemos de sermos numa condição de pobreza, de fraqueza e precisamos que o Senhor intervenha e assuma a minha condição de pobreza, a derrote, a transforme com a força e a energia que somente ele possui: “tende piedade de mim”. 

Buscamos no nosso coração uma saída e encontramos a resposta: “Procura sua face”. Esta é uma imagem extremamente freqüente na Bíblia: o rosto de Deus. Deus, na Bíblia tem um rosto. Isso que dizer que o Deus da Bíblia tem uma identidade, que é bem especifica. O Deus da Bíblia não é um Deus qualquer, mas tem traços específicos. Se quisermos entender quem é Deus, o seu rosto, a sua identidade devemos escutar os eventos que marcaram a historia de Israel, na vida na morte de Jesus e deixar que estes eventos imprimem o marco na nossa alma, no nosso coação. O rosto de Deus é aquilo que encontramos na libertação do povo de Israel do inimigo no Egito, e depois que se manifestou nas palavras, nas ações de Cristo, na sua Cruz, na sua paixão. Este é o rosto de Deus, a sua identidade que deve deixar um marco dentro de nós, para produzir o desejo de segui-lo. A vida religiosa não é outra coisa que isso: buscar o rosto do Senhor. Aprender a ver o rosto do Senhor não do jeito que a gene quer, mas assim como Ele é na realidade, ou seja, naquela realidade que se manifestou na historia, na vida, nos atos de Cristo.
v.10: não esconda a tua face. Se Deus esconde a sua face nós somos como pessoas que descem no tumulo. Não é possível viver se Deus afasta de nós a sua face. Também se o pai e a mãe abandonam o uma criança, Deus nos acolhe com amor[4].
vv. 11-13. O salmista tem como referencia esta terra, onde a gente vive, trabalha, se relaciona com os outros. O salmista deseja, aliás ele tem certeza, que nesta vida cotidiana poderá viver e e encontrar Deus, poderá experimentar a sua aproximação nas pequenas coisas da vida cotidiana: “eu creio que verei a bondade de JHWH na terra dos vivos”.

v. 14. “Espera em JHWH, sê firme”. É um versículo que é uma espécie de recomendação do salmista por si mesmo. De certa forma relendo a salmo percebe-se que o salmista passou através de uma situação de ameaça que o amedrontou. Ele sempre sabia que Deus é um amparo, que a fé se manifesta na confiança nele. O salmista aprendeu tudo isso nas orações de Israel, freqüentando o templo. É na experiência concreta que ele teve que entender na sua mesma pele, e assim interiorizar aquelas palavras aprendidas na infância.

Crer quer dizer ter confiança em Deus mais de que temos medo do mundo, da vida, de nós mesmos. Nem sempre conseguimos vencer o medo, precisamos medir a nossa realidade humana e podemos fazer isso contemplando o rosto de Deus, que conhecemos na revelação do Senhor Jesus.


[1] Cf. Rom 8
[2] Cf. Sal 104; Gen 1, 3-5; Is 60, 1.
[3] Cf. Num 10,5.
[4] Cf. Is 49,15-16.

sabato 23 dicembre 2017

AS LAGRIMAS DE PAULO




SEGUNDA CARTA AOS CORINTIOS CAPITULO 10
ESTUDO BÍBLICO para CEBs

Paolo Cugini
10-13: mudança brusca de tema e de tom em relação a 8-9 e mais ainda em relação a 1, 8-7, 16. Não poucos exegetes pensam que esses capítulos são a carta precedente, “escrita com lágrimas”  (2,9) e de efeito saudáveis. É um texto apaixonado, que flui sem aparente arquitetura. A cólera de Paulo se derrama em frases irônicas, inclusive sarcásticas (ver o sarcasmo de Deus na pregação profética: Jr 2, 28), lança ataques ad hominem, finge fazer teatro para falar de si mais livremente.

Como sempre, entremeia princípios doutrinais, planta jóias teológicas. Mas entre linhas de sua  apologia podemos encontrar as palavras e entrever as atitudes de suas rivais em Corinto. Se esse texto “custou lágrimas” a Paulo, temos de entreouvir o pranto através dos caçoados; têm outra tonalidade os ciúmes, a insensatez, as confissões.

V1-2: o nome de Paulo, colocado no começo do capítulo, caracteriza todo o trecho. As palavras de Paulo recebem um peso especial pelo fato que ele nos coloca perante os olhos o exemplo de Cristo.
Ele exorta “pela bondade e mansidão de Cristo”. Cristo mesmo falou da própria mansidão (cf Mt 11, 29). Cristo é o humilde servo de todos (Mc 10, 45).
Assim também considera a Igreja a vida e a paixão de Jesus. Ele na sua vida não defendeu-se nem ameaçou ninguém, mas entregou a sua vida ao justo julgamento de Deus (cf 1 Pd 2, 21-23).

·        Paulo lembra esta mansidão de Cristo, pois os inimigos deles o acusam de ser fraco e manso quando está presente, mas valente quando está longe.
·        E 2 Cor 2, 1 Paulo parece ter medo de novos contrastes, discussões. Da sua atividade em Tessalônica ele escreve: “Embora pudéssemos, como apóstolos, ser pesados para vós. Ao contrário, agimos convosco com toda a bondade, qual mãe que acaricia suas criaturas” (1 Tess 2, 7-8).

De um lado, então, Paulo esforçava-se de ser manso com os fieis das comunidades pra não machuca-los do outro lado os seus inimigos  tomavam ocasião destas atitudes, para acusa-lo de fraqueza e covardia.

v-2: Paulo responde que para guiar o seu rebanho não quer utilizar os sentimentos humanos como o desejo da glória, o orgulho, ecc..

V-3: Paulo admite de viver na carne, mas não vive segundo a carne. Ele vive a vida terrena e carnal, mas na sua bruta da fé não se comporta segundo as paixões egoísticas.

V-4: Os apóstolos são para comparar a militares cuja meta é conquistar todo o mundo a Cristo. Paulo utiliza imagens do A.T. Na descrição das guerras de Israel falam-se que as suas armas não eram terrenas, e fraques como aqueles dos inimigos, mas cheias de força divina (cf 1 Sam 17, 45-47; 1 Mac 3, 19). Nesta “campanha” do Evangelho são derrubados e vencidos os castelos da falsa sabedoria humana.

(Scheicll O alto comando da batalha não é o “instinto” humano egoísta; as armas que empenha recebem sua força do poder divino; o objetivo é abater as fortalezas que opõe resistência a Deus; o final será fazer prisioneiros para Cristo e castigar os rebeldes (cf Is 2, 11-18).

V-5: conquistada a fortaleza é feito prisioneiro o pensamento e a razão que opõe-se  ao conhecimento de Deus, a Cristo e ao Evangelho. O pensamento e a razão não devem ser aniquilados, mas devem ser ainda utilizados naquela obediência que Paulo chama: a obediência da fé.
Por isto nessa guerra fica excluído o uso da violência. A fé não pode ser obtida com a força. Mas o incrédulo é conquistado na fé por meio da palavra e da fatiga do apostolo e mais ainda do chamado e de amor de Deus.

V-6: o castigo da rebeldia não acontece com a violência, mas através do poder espiritual de Paulo, da força de argumentação que elimina qualquer rebeldia.

V 7-8: Poderiam objetar que eles já são cristãos e que Paulo não é ninguém para “submetê-las”. Ao que Paulo responde concedendo a condição comum de ser cristão e apelando a uma autoridade superior recebida diretamente do Senhor. Essa autoridade tem uma função positiva, como mostra o contraste com a vocação profética. Jeremias recebia poder para “destruir e edificar” (Jr 1, 13, Paulo menciona só a segunda parte (a primeira soava implícita novo homem).

9-10:

12-16: Segundo tema: o campo de atividades. A política de Paulo tem sido a de um pioneiro: pregar o evangelho onde ainda não tinha sido pregado (Rm 15, 20-24). Uma Igreja estabelecida lhe servia de base para uma nova expansão. A partir de certo ponto, ele tomava a iniciativa. Assim respeitava os limites sem entrar em campo alheio, já lavrado. A norma agrária inculcava na lei e nos provérbios (Dt 19, 14; 27, 17; Pr 22, 28). Ultrapassa seu ministério. Isto define seu apostolado; não se excede, mas sempre vai “mais além”. Disso pode se orgulhar sem reservas. De resto, não abandona o cuidado pelas igrejas que estabelecem.

12: Paulo fala com ironia: os seus adversários são tanto obcecados do próprio orgulho que se recomenda a si mesmo. Mergulhadores no orgulho não conseguem mais a enxergar os verdadeiros relacionamentos.

14: Voltando a Corinto Paulo não tinha ultrapassado os confins que Deus lhe tinha entregado. De fato foi ele o primeiro a evangelizar Corinto.

17: “que se glória, gloriar-se do Senhor” (Jr 9, 23). Cada coisa deve acontecer na medida e na ordem colocado do Senhor Deus, que chamam os missionários, entregado a cada um o campo de ação.

18: Os adversários menosprezam a ordem estabelecida por Deus. A laicide tem algum sentido somente quando é feita por outros. É julgado digno somente aquele que Deus recomenda. Como avaliar isso? Através o oficio que o Senhor lhe entrega e também através dos dons e as bênçãos que recebe para desenvolver o seu trabalho.



giovedì 21 settembre 2017

DO LADO DOS EXCLUIDOS





ATOS DOS APOSTOLOS CAPITULO 3
ESTUDO BÍBLICO para CEBs
Pe Paolo Cugini
1-10. Pedro e João têm a mesma atitude de Jesus, ou seja, perante uma pessoa necessitada eles não fecham os olhos, mas se deixam envolver. O milagre que Pedro realiza é sinal da presença de Cristo na história dos homens e das mulheres. Sem duvida nós hoje não somos chamados a realizar este tipo de milagre, mas sim de deixar sinais de vida autentica no meio de nós. Toda vez que nos interessamos dos irmãos mais pobres e excluídos estamos trazendo na história a presença de Cristo ressuscitado que deu a vida para nós.

11-26. A alegria da pessoa curada (salvada) é contagiante. Isso vale também para nós hoje. Os melhores anunciadores do Evangelho são os pobres que ajudamos. A comunidade que se reúne no nome do Senhor deve deixar marcas claras do amor de Jesus. A Alegria dos pobres marca o sinal da presença de Cristo nomeio de nós.

12: Pedro não perde a ocasião para anunciar o Evangelho de Jesus. Este é o sinal da autenticidade do milagre: a gratuidade. Tudo aquilo que acontece de bom na comunidade não é nosso mérito, mas sim obra escondida do Senhor presente com o seu Espírito. Reconhecer isso, como Pedro fez nesta circunstância, manifesta o fato importante que somos instrumentos nas mãos de Deus. Além disso, a humildade que nos leva a indicar Jesus como autor daquilo que acontece de bom na nossa história, manifesta também a atitude diferente se comparada com o mundo, aonde não se perde a ocasião para se enaltecer.

17.Arrependei-vos e convertei-vos”. A pregação autentica, recheada do anuncio de Cristo Ressuscitado deve produzir uma mudança de vida e de atitudes. A pregação de Pedro visa demonstrar que a morte de Jesus foi devida a ignorância dos chefes, que não entenderam o sentido da presença de Cristo. A ignorância da Palavra nos leva ao erro. Por isso é importante dedicar tempo ao estudo da Bíblia para podermos caminhar na Verdade.

22-26. Pedro explica que Jesus não veio a toa, mas sua presença foi anunciada pelos profetas do Antigo Testamento. Esta é uma característica da pregação da primeira comunidade, ou seja, de mostrar como Jesus realizou as profecias do Antigo Testamento por causa da sua descendência de Davi. Jesus foi profeta sucessor de Moisés(3,22).

26: na ressurreição de Cristo somos abençoados na medida em que nos afastamos dos nosso caminhos errados.